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Nunca faria, mas depois que me tornei mãe...

O poder transformador da maternidade é incrível, tanto que ele faz cair por terra tudo aquilo que, um dia, você imaginou não ser capaz de – ou não querer! – fazer

Nunca faria, mas depois que me tornei mãe...

Todo mundo um dia jurou que não faria alguma coisa quando fosse mãe. Afinal, quem nunca olhou com certa aversão aquela mãe que come, sem fazer careta, a comida mastigada do filho, que o pequeno enfia na boca dela sem que possa reagir? Pois é...

Mas há também aquelas situações que você nunca imaginou que passaria, mas que se viu ali, completamente entregue. Por isso, reunimos relatos de mães que foram surpreendidas em seu querer pela magnitude da maternidade. Confira!

Matei uma cobra

“Nunca pensei que fosse capaz de matar uma cobra, mas matei. Enquanto eu estendia roupas, minha filha andava de bicicleta no corredor. De repente ela parou e ficou olhando fixamente para a parede. Perguntei o que era e ela disse que tinha uma ‘minhocona’. Quando olhei, vi a cobra subindo, com aquela linguinha saindo e entrando pela boca. Fiquei com medo de chamar o marido e, até ele chegar, a cobra entrar em casa. Então, tirei a Giulia de perto, passei a mão em uma vassoura e bati nela com o cabo. E bati outras mil vezes para ter certeza de que ela tinha morrido.”Ana Paula Consolino, 35 anos, mãe de Vittorio (8 anos), Giovanni (7 anos) e Giulia (4 anos)

Mãe na cozinha

“Nunca imaginei que aprenderia a cozinhar, mas foi o que fiz quando um exame acusou que minha filha estava com triglicérides e colesterol alto.”Fernanda Ferraresi Fernandes, 40 anos, mãe de Amanda (9 anos) e Erik (7 anos)

Filho roqueiro, mãe idem

“Eu nunca imaginei ir a um show de rock, no meio do povão. Sou totalmente MPB, mas já fui em alguns shows, tipo Metallica, Sepultura, Inocentes e outros mais para acompanhar meu filho. Hoje, me pego ouvindo rock sozinha.”Maria Eliane Bezerra da Silva, 43 anos, mãe de Felipe (15 anos)

Tudo passa

“Tinha nojo de limpar a comida do ralinho da pia quando lavava a louça e achei que seria bem mais punk limpar coco de criança, mas hoje nem me abalo com vazadas de fraldas (com número 2) ou com vômitos na cama.”Carol Baggio, 38 anos, mãe da Nina (5 anos) e Bento (1 ano e 10 meses)

Deixa eu limpar aqui...

“Eu achei que nunca passaria cuspe para limpar o nariz ou canto da boca dos meus filhos, mas me vejo fazendo isso quando não há nenhum paninho por perto. Odiava que minha mãe fizesse isso e, agora, sou eu quem faz.”Tatiana Ferrador Neix de Brito, 39 anos, mãe de Lorena (7 anos) e Caio (3 anos)

Sem tempo para nojinho

“Eu nunca imaginei que seria capaz de aspirar o nariz da Lívia com a boca, mas foi o que eu fiz quando ela, ainda pequenininha, simplesmente parou de respirar, engasgada com o gorfo, que ficou preso no nariz da bichinha. Sim, engoli e não tive tempo de pensar no nojinho!”Mirian Bordinassi, 37 anos, mãe de Livia (2 anos e 7 meses)

A hora do vômito

“Nunca imaginei pegar vômito com a mão. Meu filho tinha cerca de 2 anos e um dia passou mal. Começou a chorar. Então, fui pegá-lo. Foi quando ele vomitou no chão, ainda no berço. Ao pegá-lo, continuou vomitando. Havia se passado um tempo e achei que podia limpar o chão, mas ele ainda estava mal e, para não sujar mais o chão, botei a mão embaixo da boca dele e ele vomitou na minha mão.”Katerina Volcov, 38 anos, mãe de Ravi (8 anos)

Eu como!

“Antes de ser mãe eu achava que nunca comeria a comida do prato de outra pessoa, mas a maternidade me mostrou uma outra realidade e, sim, eu como a comida do prato de meus filhos.”Fabiana Garcia, 37 anos, mãe de Rafael (10 anos) e dos gêmeos Felipe e Gustavo (5 anos)

Comida fria ou casa bagunçada? Os dois!

“Eu sempre odiei comida fria, mas depois de ser mãe aprendi que é melhor ela fria do que queimando a língua dos pequenos glutões. E o mesmo com a casa. Sempre fui chata com as coisas no lugar, mas descobri que a nova decoração (brinquedos na sala) deixavam a casa e minha vida mais felizes.”Thais Pagliarini, 38 anos, mãe de Luigi (4 anos e 7 meses) e Matteo (1 ano e 10 meses)

Aprendendo a dividir

“Nunca me imaginei liderando uma casa, cuidando de coisas como as roupas das crias. Sentar para ensinar a estudar, ou simplesmente ficar a madrugada inteira velando o sono dos meus filhos. Eu me considerava meio egoísta. Hoje, me doo 110% para eles. Também nunca imaginei olhar para carinha de uma pessoinha e ter vontade de chorar de felicidade. Nunca fui emocional assim. Eles me ensinaram a dividir, a ponderar.”Julia Gil Moreira, 33 anos, mãe de Fernando (10 anos) e Eduardo (3 meses)

Desenho viciante

“Antes de ser mãe eu achava o Bob Esponja o desenho mais idiota do mundo. Depois que tive filhos, simplesmente viciei”Ana Beatriz Schauff, 32 anos, mãe de Carlos Eduardo (7 anos) e Cecília (5 anos).

(Fotos: Getty Images e Arquivos pessoais)