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O fim da licença-maternidade

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Deixar o bebê para voltar ao trabalho é um desafio e tanto. Saiba como lidar com as emoções que esse momento gera

O fim da licença-maternidade

Depois do nascimento do bebê, você passa dias e mais dias dedicada quase que exclusivamente a ele. Tudo é uma grande novidade, e por isso surge a impressão de que os meses são intermináveis. O tempo vai passando, e você começa a entender um pouco mais sobre o choro, a rotina diária, a amamentação... E quando se dá conta, já é hora de se despedir da licença-maternidade e voltar ao trabalho.

Esse é um momento crítico para a maioria das mães. Porque você tem que decidir com quem deixará o bebê (escolinha, babá, casa da avó?) e como funcionará sua nutrição dali por diante (começará a introdução dos sólidos? Tentará tirar leite no trabalho para estimular a produção?). São várias questões que tornam ainda mais complicada a principal dificuldade dessa fase - o afastamento do bebê em si.

Mas existe o outro lado da moeda: um certo alívio por retomar as atividades fora de casa, rever os colegas do trabalho e se envolver com assuntos que não têm relação alguma com fraldas, roupinhas ou chupeta. E eu gosto de falar sobre isso, porque sinto que muitas mulheres sentem exatamente essa sensação (que, aliás, eu também senti e não nego) e se sentem culpadas. Isso porque é como se admitissem que não se sentem plenamente realizadas com o papel de mãe. E eu pergunto: qual é o problema em gostar de ter um momento apenas seu? Uma parte de sua vida que é dedicada aos seus projetos pessoais e não à família? Nenhum!

Respeito as mulheres que decidem ser mãe em tempo integral, como também entendo perfeitamente aquelas que precisam se dedicar a vários projetos para se sentirem felizes.

A dica que dou para as mães que estão prestes a passar pelo fim da licença-maternidade é, na medida no possível, preparar toda a infraestrutura com antecedência. Pesquise berçários, converse com as avós e com amigas que têm babás, e decida-se pela opção que melhor se encaixa na sua família. 

Se houver necessidade de introdução dos sólidos, comece o processo duas semanas antes de voltar ao trabalho, para ter o prazer de vivenciar esse momento com seu filho e para ter a tranquilidade de que ele está se alimentando bem. Comece, progressivamente, a passar mais tempo longe do bebê no mês que antecede o retorno - primeiro uma, depois duas, depois várias horas, para que você perceba que ele ficará bem na sua ausência. Procure mostrar a seu parceiro que você precisará de seu apoio e que seu convívio com o bebê (até mesmo para substituí-la em algumas horas do dia) é muito bem-vinda.

O começo pode doer um pouquinho... Mas tenha certeza de que tudo dará certo!

(Imagem: Highways Agency/Creative Commons)