Disney Baby

O perigo dos parquinhos

Por Jorge Freire Jr.

As crianças amam qualquer parquinho, mas será que todos são seguros? Será que os pais podem fazer algo para evitarem acidentes?

O perigo dos parquinhos

Minha filha mais nova (1 ano e 9 meses) não pode ver aqueles parquinhos infantis em restaurantes ou em condomínios que sai correndo para brincar. Claro que por causa de sua idade nunca a deixamos sozinha. 

Um espaço cheio de outras crianças e com brinquedos que envolvem correntes, cordas, escorregadores, areia, pêndulos pode não ser o lugar mais seguro para um bebê ficar sozinho.

Pois bem, todas as vezes que vamos nesses parquinhos eu faço uma ronda nos brinquedos para ver se estão seguros. Passo a mão no escorregador para checar se não está quente e nem com arestas, verifico se as correntes do balanço e o seus suportes estão bem colocados, olho a data da última vistoria (isso quando tem), se não tem nada desparafusado, enferrujado, quebrado e por aí vai.

Minha esposa me chama de neurótico, mas sempre aparece uma notícia de uma criança que foi gravemente ferida e até levada a óbito por causa da falta de manutenção desses espaços. O desleixo do proprietário (que muitas vezes é até culposo, ou seja, sem intenção) pode ocasionar acidentes irreversíveis.

Certa vez avisei o responsável de um estabelecimento que o parafuso do balanço estava sem uma porca e poderia se soltar a qualquer momento. Rapidamente ele chamou o zelador do local e trouxe outra. Me agradeceu e explicou que eles sempre fazem essa checagem, mas essa porca deve ter caído naquele dia mesmo. Ou seja, uma simples vistoria de um pai preocupado pode ter evitado um acidente.

Pais e mães, não vamos criar nossos filhos em bolhas de segurança. Defendo muito que brincar, se sujar e se machucar faz bem. Mas precisamos calcular esses riscos. Uma criança caiu ao correr e machucou o joelho é bem diferente de ser arremessada longe em um balanço.

Então fica meu alerta: nunca deixem seus filhos sozinhos em parquinhos e sempre chequem se os brinquedos estão seguros.

(Foto: Arquivo pessoal)