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Os bebês e as cólicas

Por Marina Breithaupt

As cólicas aparecem cedo ou tarde, tirando sono de mães e pais. Saiba as causas e o que é possível fazer para amenizá-las

Os bebês e as cólicas

Elas não apareceram por aqui ainda; já são mais de 60 dias desde a chegada da Amelie e parece que, dessa vez, passaremos ilesos das crises de choro fora de hora ocasionadas pelas cólicas.

É um choro contínuo e inconsolável; é um choro que deixa nós, pais, desesperados por nada parecer resolver - e essas crises parecem durar uma eternidade. É desgastante.

Como sei de tudo isso?

Já passamos por todos esses sintomas com a Babi e o Theo. Pesquisei muito sobre as causas e consegui reunir algumas dicas do que, de fato, funcionou por aqui e espero que ajude quem também passa por isso nesse momento.

Antes de mais nada, sabemos que o bebês recém-chegados estão ainda se adaptando a absolutamente tudo; o seu corpo ainda está aprendendo a funcionar direitinho.

As cólicas são o resultado do comportamento ainda desalinhado do sistema digestivo e do intestino. Os famosos gazes podem aparecer por vários motivos, desde a forma como o bebê pega o seio (ou a mamadeira) até o tipo de alimento ingerido pela mãe - embora algumas pessoas discordem disso.

Há alimentos que facilitam a produção dos gazes no bebê e sobre isso é legal conversar com o seu médico. O meu liberou quase tudo com moderação, inclusive os polêmicos chocolates e grãos - chocolate com moderação e os grãos, apenas se forem cozidos no dia e claro, sem exageros.

Durante as crises de cólicas, os bebês ficam inconsoláveis e, nessa hora, um banho morninho e relaxante pode ser providencial! O banho aqui é muito aliado para acalmar - mãe e bebê - e é sempre seguido de uma massagem, principalmente nas perninhas.

Faço uma "ginasticazinha" que aprendi e funciona assim: esticar delicadamente uma perninha e flexionar a outra com uma pressão leve. Tudo com calma e sem força!!!

Optei por não dar nenhum tipo de medicação. Quando as cólicas apareceram, as crianças tinham pouco mais de 15 dias e isso não durou muito: com 2 meses e meio de vida mais ou menos já tinham acabado.

Colocar o bebê de bruços no antebraço e fazer uma caminhada longa em volta da mesa de centro da sala de TV (hehe) sempre foi uma boa opção aqui! Brincadeiras à parte, essa era a maneira em que via meus bebês mais relaxados durante esse período. Cansa, mas é bem eficiente, pois é também reconfortante.

Bebês não choram à toa, não dissimulam sentimentos. Se choram, precisam ser compreendidos e atendidos. Acredito muito nisso e, independente de sabermos ou não como agir nessas horas, o mais importante é dar atenção, compreensão e muito calor humano. Colo é um tratamento poderoso! Nunca negue isso ao seu bebê.

Se você está atravessando esse período, espero muito que essas minhas dicas possam te ajudar.

Vai passar, é preciso amor e paciência.

Um beijo

(Foto: ShutterStock)