Disney Baby

Os erros que cometi no primeiro ano do bebê

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Os primeiros meses do bebê em casa são marcados por muitas dúvidas. Você descobre que é só errando muito que acaba achando a melhor forma de cuidar do seu filho

Os erros que cometi no primeiro ano do bebê

Talvez para algumas mulheres o processo de se tornar mãe e passar a cuidar de um bebê seja algo tranquilo, mas certamente não foi para mim. Eu era aquele tipo de pessoa que achava que bastava estudar uma determinada coisa para tirar dez na prova - por que com um filho isso seria diferente?

Li todos os livros de maternidade que encontrei durante a gravidez, conversei com algumas amigas que já tinham filhos, e achava que estava pronta para a empreitada. Até que Catarina nasceu, me mostrando que a prática pode ser muito mais complicada do que a teoria!

A primeira coisa que descobri com sua chegada foi que o choro do bebê pode ser um grande (e doloroso) mistério. Afinal, seria fome, dor, cólica, calor, frio ou fralda molhada o motivo de minha filha derramar tantas lágrimas? Na dúvida eu fazia de tudo um pouco: dava o peito, trocava a fralda, tentava fazer com que ela dormissse. Algumas vezes funcionava, mas, na maioria, ela acabava parando de chorar por puro cansaço. Ah, como eu errei no primeiro ano da pequena!

Confesso que essa forma de comunicação, através do choro, sempre foi (e continua sendo) uma grande incógnita para mim. Sim, eu errei demais tentando traduzi-lo, e até hoje fico completamente alterada quando ouço um bebê chorando ao longe. Meu coração vem à boca, e meu primeiro instinto é o de fazer qualquer coisa ao meu alcance para tranquilizá-lo. 

Também errei quando não pedi (nem aceitei) ajuda com minha filha, fazendo com que eu entrasse num ciclo vicioso de cansaço e tristeza. Eu me achava a pior mãe do mundo, apesar de me dedicar 24 horas por dia para minha filha. Um verdadeiro contrasenso, concorda?

Olhando para trás vejo que esse foi um erro básico, que poderia ter evitado muito sofrimento.

Errei quando não tive paciência para tentar ensinar minha filha a dormir direito (depois de poucos dias eu achava que aquilo não estava dando certo e partia para outra técnica, sem consistência alguma. Coitada da Cacá, quando estava se acostumando eu mudava as regras do jogo e ela precisava voltar à estaca zero).

Errei quando me desesperei com um possível refluxo, uma alergia alimentar que nunca se confirmou.

Enfim, depois de muito tempo eu percebi que eu errei em entrar em desespero por muita coisa que poderia ter sido levada com mais naturalidade. Provavelmente por inexperiência, mas também porque eu não me dava o direito de fazer algo que era inevitável: errar! 

Por isso, se eu tiver que deixar uma mensagem com esse post, seria essa aqui: que você se permita errar no primeiro, no segundo, no terceiro ano do seu filho. Aliás, que você se permita errar durante toda a vida dele. Mas sabendo que isso é parte integrante da maternidade. Tenha certeza de que, se sua intenção tiver sido a melhor, seu filho a olhará com amor nos olhos, dissipando ao longo do tempo qualquer culpa por isso.

(Foto: 123RF)

comentarios maternidade, filhos, bebê