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Os primeiros 15 dias do bebê em casa

Mãe, pai e até visitas devem ter cuidados especiais nesse primeiro momento da criança no novo ambiente

Os primeiros 15 dias do bebê em casa

A partir do momento que mãe e filho saem da maternidade, uma nova e intensa rotina invade a vida dos dois. Enquanto o bebê ainda é frágil e está se adaptando ao novo ambiente, a mãe e o pai também precisam se acostumar com a presença do recém-chegado membro da família - e de todos os cuidados que ele precisa.

Entre choros, amamentação e fraldas, não é fácil saber exatamente o que é certo fazer, sobretudo para as mamães de primeira viagem. É um momento em que toda colaboração é bem-vinda e familiares e amigos devem saber o momento certo de se aproximar, oferecer ajuda ou visitar.

A mãe, no entanto, é quem mais deve se preparar para este momento. “O recém-nascido é muito frágil e completamente dependente da mãe. Ela deve estar pronta para um grande acúmulo de trabalho, pois seu bebê não tem horário para nada, vindo a ocupar todo o tempo materno com os cuidados que necessita”, afirma o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros.

Ou seja, a mãe já deve se preparar para isso antes do parto, deixando combinado, por exemplo, com alguma pessoa próxima para fazer as tarefas domésticas ou preparar as refeições enquanto ela cuida do filho.

Quem dita os horários é o bebê

Os cuidados que a criança precisa são muitos, principalmente porque ela ainda não tem horários e sua imunidade é muito baixa nas primeiras semanas. A higiene da criança é essencial. Até que o coto umbilical caia, ele deve ser limpo diariamente com algodão e álcool e mantido seco, pois é uma grande porta de entrada para bactérias.

Além disso, um banho por dia é suficiente, e os produtos usados devem ser neutros, para evitar alergias. Para não errar na hora do banho, confira como tornar este momento prazeroso para o bebê.

Em relação à amamentação, neste começo a mãe deve respeitar os horários da criança. “Nas primeiras semanas o bebê mama de forma irregular. Pode querer de novo depois de 1 hora ou de 3 horas. A mãe deve dar o seio sempre que ele reclamar, até que uma rotina seja criada, o que leva de 10 a 15 dias”, diz o pediatra Renato Procianoy, da Sociedade Brasileira de Pediatria. Para a mãe de primeira viagem, separamos 11 dicas que ajudam no momento de amamentar

E esta mesma irregularidade da amamentação vale para o sono. De dia, ou de noite, a criança pode dormir por momentos breves e acordar querendo mamar. Isso também deve ser respeitado e é importante evitar barulhos na casa (veja mais dicas aqui). Como é a mãe quem vai ter que dar o peito quando o filho chorar, é recomendado que ela aproveite os cochilos do recém-nascido para descansar, tomar banho e cuidar de si.

O esquema de visitas deve ser combinado

O pai, nestas horas, deve ser o grande parceiro. Se não for possível ter uma pessoa ajudando em casa nestes primeiros dias, é interessante que ele tire uns dias de férias do trabalho para ser, literalmente, seu companheiro.

“Ele deve dar carinho, atenção e transmitir segurança para a mãe, além de ajudá-la em algumas tarefas para que não se sobrecarregue”, explica Monteiro de Barros. Como em muitos momentos o bebê precisa da mãe (e somente dela), o pai pode dividir o fardo cuidando da casa, cozinhando, fazendo compras, trocando fraldas etc.

É legal que o casal já tenha feito um acordo sobre como será a dinâmica e que a mulher sinalize se achar que precisa de mais ajuda ou se estiver cansada demais. Inclusive, um dos detalhes que o casal pode deixar combinado com antecedência é como vão ser as visitas.

Quando é hora de conhecer o bebê

Alguns casais preferem receber visitas apenas no hospital, quando existem enfermeiras por perto para ajudar. Já outros gostam de ter companhia em casa. Neste último caso, é importante que a mãe saiba que o bebê vem em primeiro lugar e que não é falta de educação deixar a visita à espera, se a criança “chamar”.

Definido como será o esquema, o casal deve avisar aos amigos e parentes sobre o que prefere, evitando inconvenientes. E mesmo assim, todos que quiserem visitar a mãe e o recém-nascido devem saber de algumas regras básicas.

Primeiro, visita para bebê deve ser rápida. E se a mãe ou a criança estiverem dormindo, o certo é ir embora e voltar em outro momento. Muitas vezes, ao invés de simplesmente visitar, vale a pena ligar antes e ver se não estão precisando de nada.

Levar comida, por exemplo, ou fazer as compras para a mãe, podem ser ajudas que ela vai agradecer muito mais do que cinco minutinhos na sala. E se for só visitar mesmo, não vá esperando um café com bolo, pois a mãe não vai ter tempo nem cabeça para pensar nisso.

Atenção à saúde do bebê e da mãe

Além disso, é importante ter cuidados com o bebê. Exatamente por ele ainda ter a imunidade muito baixa, se a pessoa notar que está com sinal de um simples resfriado, deve adiar a visita. Um espirro de uma tia pode significar uma pneumonia para o recém-nascido!

E mesmo quem estiver completamente saudável deve evitar ficar pegando o bebê no colo. Se for pegar, lave bem as mãos antes. Como alerta Renato Procianoy, “as mãos são os maiores vetores de doenças infecciosas, por isso devem estar muito bem lavadas antes de tocar na criança”.

Quem tiver animal de estimação em casa também deve lembrar que, exatamente pelo bebê ser ainda frágil, o ideal é mantê-lo em cômodo separado da criança e evitar contato entre os dois nesse período. Além de transmitir doenças, o pet pode reagir mal à presença do novo membro da família e mordê-lo ou arranhá-lo. Melhor não arriscar!

Cuidando da recém-mãe

Amigos, pais e familiares devem lembrar também que, exatamente por esse começo de convivência ser intenso para a mãe, é muito importante ficar atento à sua saúde. “Ela não deve esquecer que acabou de passar por um procedimento médico. Quem fez cesariana deve ficar mais atenta ainda à recuperação, mas mesmo o parto natural debilita o corpo da mulher. Por isso é importante se alimentar bem, descansar o máximo que der e seguir todas as orientações do médico”, lembra o pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Juarez Cunha.

Ah! É normal, ainda, a mulher ficar emocionalmente sensível neste período - por isso, o apoio e carinho do pai e das pessoas próximas são essenciais para ajudá-la a não desanimar e se sentir querida