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Quais são os perigos do kit berço?

Por Marina Breithaupt

A segurança do bebê deve estar sempre em primeiro lugar

Quais são os perigos do kit berço?

Já tem um tempo que ouvimos falar por aí sobre os perigos do kit berço e sobre ideias para substituir esse item do enxoval dos bebês.

Eu soube disso, mas confesso que não me inteirei do assunto na época por motivos de: eu não tinha um bebê!

Quando fui preparar tudo para a chegada da Mel encontrei muitas opções para substituir o kit berço, opções de novos produtos, materiais e formatos.

Imagine 14 anos de diferença entre o primeiro enxoval e o segundo, sendo que o do Theo, feito a 7 anos atrás, não teve kit berço - o berço dele era de madeira, mas com as laterais em tela. Não vi necessidade e simplesmente risquei o item da minha lista.

Sabia das novas recomendações sobre o uso do kit berço, da polêmica da época envolvendo os modelos fofos com muita espuma e cheios de enfeites, mas nunca pesquisei a fundo os reais motivos para a indicação das mudanças.

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Americana de Pediatria não recomendam mais o uso desse acessório, antes tão comum nas listas de enxovais, bem como não recomendam travesseiros, cobertores, bonequinhos e bichos de pelúcia no berço, devido ao risco de sufocamento.

Com as almofadas volumosas, cheias de detalhes e presas de diversas maneiras nas grades dos berços, o perigo é o bebê ficar com o rosto preso no protetor, não conseguir se virar ou desvirar.

O outro motivo é o risco do bebê conseguir se utilizar dessas almofadas para sair do berço. Aqui o risco principal é de queda! E não estamos falando só dos protetores com almofadas gordinhas, mas também do mais finos, pois uma vez que ficam presos nas grades, fixos, podem ser um apoio perfeito para que eles tentem pular.

Existem modelos de protetores bem finos, importados e ainda caros, que são feitos de tela respirável e que, portanto, eliminam os riscos citados.

Protetor importado BreathableBaby

Há também a opção de se usar um "ninho" durante os primeiros meses para proteger o bebê de "cabeçadas". São peças bem mais baixas do que os protetores, feitos de espumas e que não são fixos. Eu gostei da ideia, mas provavelmente teria aderido somente o uso do ninho no início. Aqui adotamos os rolinhos.

O mais importante é observar sempre o que escolhemos para nossos pequenos. A segurança precisa vir sempre em primeiro lugar!

(Imagens: Shutterstock e Arquivo pessoal)

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