Disney Baby

Quando o bebê pede colo, ele quer atenção

Por Marina Breithaupt

Ele ainda não sabe falar, andar ou se cuidar sozinho. Os recém-nascidos solicitam o aconchego do colinho da mãe sempre que sentem alguma necessidade

Quando o bebê pede colo, ele quer atenção

Amelie não é um bebê que demanda muito da minha atenção (ainda!) e, muitas vezes, parece sempre mais feliz no carrinho do que no nosso colo, pois assim ela nos vê melhor e interage com o mundo.

Esses dias, durante um passeio no parquinho, conversei com uma mãe que se admirou com a "tranquilidade" dela, pois passou boa parte do tempo sentadinha, entretida com as crianças que pulavam e corriam por todos os lados - eu a deixei ali para poder interagir com Theo, meu filho do meio, que no auge dos seus 5 anos, não fica quieto um minuto.

Essa mãe e eu não pudemos conversar muito; ela tinha um bebê de colo também e um pequeno de 4 anos. Rapidamente me disse que o bebê, que deveria ter por volta de uns 4 meses, só queria saber de ficar no colo e que isso estava deixando-a "pirada". Imagino! Difícil mesmo conciliar com uma criança superativa de 4 anos.

Fiquei com vontade de dar um abraço bem apertado nela e dizer: "Te entendo, amiga!"

Quem é mãe mais experiente sabe que cada bebê é único, cada um terá seu comportamento próprio e nem adianta achar que repetir fórmulas mágicas pode ser a solução para tudo. O que funciona para um simplesmente não tem efeito algum com o outro.

Theo foi um bebê que precisou de muito colo, bem diferente das meninas aqui de casa. Eu me assustei com a necessidade da nossa presença que ele tinha, pois a Babi havia sido um bebê calmo, que aceitava muito bem ficar no carrinho, por exemplo. Theo era muito diferente, sempre necessitou de mais atenção.

Nada o agradava, não havia posição ou equipamento que o distraísse. Era colo, colo e colo. Só nos nossos braços ele se acalmava. No começo, eu achava uma delícia, porque de fato é muito gostoso.

Meu coração entendeu aquela mãe porque é difícil lidar com um bebê assim, quando já se tem um outro filho. É bem complicado e compreendo, pois vivi exatamente isso. Porém, posso afirmar que a gente sobrevive com alguns truquezinhos.

Fiz muita coisa com Theo no canguru. Na época eu não tinha um ergométrico (melhor para o bebê) e ele não se adaptou ao sling. Era a minha solução para as crises de choro que só cessavam com ele agarrado ao meu pescoço.

Não, não é fácil! Os bebês que não sentem tanta necessidade de colo - atenção - nos permitem ter mais tranquilidade. Mas, não aconselho ninguém a não dar colo! Pelo contrário, a gente tem que dar o que eles precisam!

Se você está passando por isso saiba que, quanto mais colo seu filho pedir e mais você der, mais ele se sentirá seguro. Isso não gerará uma criança dependente e, conforme o tempo vai passando, novas coisas irão chamar a atenção e a necessidade da sua presença vai diminuindo.

Foi assim com o Theo. No início era complicado conciliar tudo o que eu precisava fazer como mãe e dona de casa, mas com uma ajudinha e paciência a gente dá conta.

Um pedido de colo para um bebê é o mesmo que um pedido de atenção, de cuidado. Nunca negue um colinho, mesmo em meio ao dia a dia confuso! Isso fará toda a diferença para ele.
 
Um beijo

(Foto: Shutterstock)