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Será que o bebê está com calor?

Não é adivinhação! Dicas simples para identificar quando o recém-nascido sofre por conta da temperatura

Será que o bebê está com calor?

Vinte e oito dias é o tempo que a criança leva até deixar de ser considerada um recém-nascido. Convencionou-se assim, porque esse é o período necessário para que ela se acostume com a vida aqui fora. Os olhos ardem. Os pulmões doem. O barulho incomoda. O ar frio judia. É tempo de adaptação.

Mas o pequeno não está sozinho nessa selva nova e hostil. Tem gente que, junto com ele, passa por um misto de bons e maus bocados em nome da recente mudança. Poucas situações causam tanta ansiedade quanto saber que, a partir de agora, existe uma vida indefesa que depende só de você: “Como entender meu filho? Como decifrar cada choro? Como saber se está com frio ou calor?”. 

Tem roupa demais aí...

A aflição é justificável. Bebês não falam, não contam o que se passa. Isso torna imprescindível redobrar a atenção, principalmente com relação aos aspectos sensoriais climáticos. Qualquer variação muito grande pode acarretar danos à saúde da criança, que vão desde um simples mal-estar até complicações gravíssimas, como insuficiência renal ou pulmonar.

O pediatra Fábio Picchi explica que a tendência entre os pais é superagasalhar. No entanto, alerta com relação à crendice popular: “Recém-nascidos não sentem muito mais frio do que os adultos. A regrinha certeira é colocar apenas uma camada a mais de roupa em comparação à nossa”, ensina. 

Mitos e verdades: com o que você deve se preocupar
1
Muito gelado?
Corpo frio pode ocasionar baixa das batidas cardíacas e do açúcar no sangue. Para evitar tais problemas, evite sentir a temperatura por meio das mãozinhas e pezinhos. Ambos costumam ser normalmente frios. O melhor é basear-se no tronco e na cabeça. “Tremores constantes e lábios levemente arroxeados ou pálidos também são sinais de que o bebê está com frio”, ensina Picchi.
2
Muito quente?
Bebês com calor ficam bem “chatinhos”. Isso significa que choram muito e, além do mais, suam e, em alguns casos, ocorre vermelhidão e surgem brotoejas. Nada parece ser capaz de acalmá-los. Exceto, refrescá-los. Segundo o pediatra Jorge Huberman, muito calor pode causar desidratação e febre. No entanto, roupas leves de algodão (ou até deixá-los peladinhos) e um banho morno ajudam a não chegar ao extremo da coisa. “No verão, um bebê pode tomar até três banhos ao dia. Mas use sabonete em apenas um deles, para não irritar a pele delicada da criança”.
3
Aclimatação
Ao nascer, a criança deixa um ambiente controlado, com temperaturas que variam entre 34 e 37 graus, e se depara com os cerca de 20 graus do ar-condicionado da sala de parto. Um choque e tanto! Mas, segundo o pediatra José Gabel, os especialistas presentes no momento estão preparados para aclimatá-lo adequadamente. “Passados alguns instantes, o bebê é higienizado, embrulhado em lençóis e levado para um berço aquecido”. E, embora organismos infantis tenham maior capacidade de adaptação do que os adultos, nos dias que seguem é importante manter esse mesmo cuidado. A aclimatação gradual da criança evita uma queda da imunidade, causada pela exposição brusca às novas condições.
4
O que não fazer
Banhos frios, em especial quando o bebê está com febre, são absolutamente contraindicados. Como explica o especialista Picchi, o efeito adquirido é contrário: “Além do desconforto, a temperatura corporal sobe níveis superiores à anterior”. Jatos de ar frio direcionados ao pequeno também estão proibidos.
5
Na hora de amamentar
O calor do corpo materno é suficiente para aquecer o recém-nascido sem roupas exageradas. “Existe um procedimento chamado "Canguru", no qual prematuros, com pesos entre 1 kg e 2 kg, são mantidos no colo materno apenas com a fralda, ambos cobertos por um fino lençol. Após cerca de 2 horas, a temperatura do bebê chega a 37,5 graus”, lembra Picchi. Portanto, nada de cobertores, casaquinhos e luvinhas na hora de alimentar seu bebê!