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Superando a diferença de idade

Os vários anos que separam o nascimento dos filhos podem trazer desafios, certas dificuldades e muita alegria para as mães

Superando a diferença de idade

Ter mais do que um filho é sempre um desafio para as mães. Imagine, então, partir para a próxima gestação depois de vários anos. 

Entre as principais dificuldades está a de se acostumar com o ritmo de um recém-nascido, ao mesmo tempo em que cuida de uma criança já maiorzinha ou até mesmo um adolescente.

Além disso, evitar o ciúme e adaptar os irmãos mais velhos a essa nova rotina da casa pode ser um desafio e tanto para a família.

Mas será que não há vantagem em ter filhos de idades tão distintas? É claro que tem. E muitas!!

E a principal delas é o fato de a mãe já estar mais preparada para lidar com a chegada do novo bebê – além de poder até contar com uma mãozinha dos filhos mais velhos.

Mamãe mais madura

Juliana

Para a mamãe Juliana Lopes, a grande diferença entre a gestação de Lucas (hoje com 9 anos) e de Davi (de apenas 8 meses) foi o amadurecimento.

“A gravidez do Lucas foi mais apreensiva, porque perdi um bebê antes dele, aos quatro meses de gestação. Consequentemente, eu tinha medo que acontecesse novamente”, lembra-se.

Além disso, ela e o marido têm traço falciforme no sangue, ou seja, os bebês poderiam nascer com anemia falciforme. “Isso fez com que minhas duas gestações fossem com um risco assumido. Ainda bem que em ambas as crianças nasceram saudáveis”, comemora.

Outra diferença é que o Lucas nasceu no começo da carreira e ela teve de dividir seu tempo entre ele e o escritório de comunicação. “Com 45 dias de vida ele precisou ir para o berçário”, revela.

Já com o Davi, as situações estão bem mais estruturadas. “Eu pude mudar o escritório para perto de casa e preparar um espaço para ele ficar comigo nos primeiros meses, ou seja, busquei mais qualidade de vida para mim e para ele”, comemora.

O mundo mudou!

Cecília

No caso de Cecília Pires Vencovsky da Penha, a diferença entre os filhos é bem maior. Raquel tem 24 anos, Matheus, 19, e o pequeno David, apenas 4. Para ela, a modernização e as tecnologias foram o que mais impactaram.

“Quando a Raquel nasceu, eu era jovem e o tempo era outro. Eu fazia tudo sozinha, não existia tecnologia e as brincadeiras eram aquelas de interior. Já no nascimento do Matheus, com apenas cinco anos de diferença, os tempos eram outros: havia muitos brinquedos eletrônicos e facilidades para a criançada, como os desenhos”, recorda.

Entretanto, após 15 anos, o que parecia ser a chegada da menopausa se mostrou uma gravidez de três meses. O médico, ao descobrir, avisou que a terceira gravidez se pareceria com a primeira: depois de tanto tempo, tudo seria diferente e novo.

“Hoje, não conseguiria ver a família sem o David! Apesar de só ter 4 anos, ele pega o tablet e dá um 'banho' em mim. O bom de tudo isso é que, como mãe, consegui me adaptar às diferentes épocas e aprender a viver nesse mundo novo ao lado dos meus filhos”, avalia.

Tirando de letra

Scheilla

A mamãe Scheilla Lisboa também tem filhos com idades bem distantes. Jean, hoje com 23 anos, nasceu quando ela tinha apenas 17. Já Luan, hoje com 4 anos, veio ao mundo quando a mãe tinha 37.

Consequentemente, Scheilla se sentiu muito mais cansada e com sono, principalmente durante os primeiros meses. Outra diferença notada por ela foi em relação ao excesso de cuidados. Com o filho caçula, o acompanhamento e a ansiedade dos primeiros meses foram mais leves, por conta de ela já saber, mais ou menos, o que iria acontecer.

“Para ter uma ideia, na primeira vez que dei suco de laranja para o mais velho, ele chorou depois de terminar a mamadeira. Fiquei desesperada achando que tinha acontecido algo. Só me tranquilizei quando liguei para a pediatra e ela me disse que ele estava chorando porque queria mais. Já no primeiro suco do caçula, preparei logo uma jarra", revela.

Scheilla conta também que a recuperação pós-parto do segundo foi bem melhor, apesar de ambos terem sido partos normais. “Depois do primeiro parto fiquei quase um mês para andar direito, sentar direito etc. No segundo, com 15 dias já estava me sentindo ótima”, exemplifica.

(Fotos: Getty Images e arquivos pessoais)