Disney Baby

Viver é um rasgar-se e remendar-se

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Sabemos que os filhos nasceram para o mundo e se tem uma coisa que nossa geração aprendeu é que precisamos manter nossa vida caminhando enquanto os eles crescem

Viver é um rasgar-se e remendar-se

Quantos dias direto, sem separação, você passou com seu bebê antes de voltar ao ritmo frenético de trabalho? Os 120 dias da licença-maternidade, juntou as férias e conseguiu 150 dias ou optou por assumir os 180?

Esse tempo com o bebê é um dos dramas de quem volta ao trabalho. Mas, como já disse Guimarães Rosa, "viver é um rasgar-se e um remendar-se".

Sabemos que os filhos nasceram para o mundo e se tem uma coisa que nossa geração aprendeu é que precisamos manter nossa vida caminhando enquanto os eles crescem, porque um dia eles traçarão suas próprias rotas e nessa hora a gente não pode ficar perdido procurando as mãozinhas para nos guiar.

Apesar de ter voltado ao trabalho bem cedo na minha terceira experiência de mãe, foi só nesta semana que notei que eu nunca tinha passado um dia inteirinho sem Manu. Louco, né?

Se contarmos desde que engravidei, em agosto de 2012, foram quase 2 anos. Mas foi o prazo que contei ontem para uma amiga que me impressionou: passamos 400 dias sem nos separar por mais de 2 ou 3 horas neste primeiro ano de vida fora da barriga.

Sempre demos um jeito para não nos separarmos por conta da amentação. Uma vez minha mãe ficou num hotel ao lado do teatro onde acontecia o evento no qual eu fazia inserções no palco. No outro, meu esposo ficou no hotel com ela e eu “fugia” do evento a cada 2 horas. Viajei a trabalho algumas vezes, mas sempre pude levá-la comigo. Mesmo depois, quando ela começou a comer, não espaçamos tanto o tempo distante. E ontem, deixei-a dormindo e fui para o aeroporto às 4h30 da madrugada. Nos reencontramos às 17h30. Ao longo do dia, meu marido me mandava fotos por Whatsapp, me mostrando o dia dela, agarrada com uma echarpe que eu tinha usado dois dias antes e ainda tinha meu perfume.

Na volta, no aeroporto, onde ela e o irmão (de 11 anos, meu ex-caçula e grudinho) foram me pegar, nos abraçamos e eu pude contar de todas as coisas que aprendi e ensinei com meu trabalho fora.

Amamentei (quem aleita o filho avalia como 13 horas separadas me encheram de leite!) e voltamos para casa animados - e eu surpresa com minha mocinha, que não reclamou de ir na sua cadeirinha no carro, nem exigiu colo extra ou outra atenção fora do normal da mãe.

O que aprendi foi que estou formando uma mulher independente, forte e capaz de viver neste mundo no qual estamos inseridas por opção. Eu porque quero continuar ativa e empreender negócios sociais interessantes, por isso, essas chegadas e partidas serão parte da nossa história de mãe e filha.

E aí, queridos, me contem como foram os dias com seus bebês e como vêem o futuro juntos!

Aqui no Babble tem um texto muito bom com 6 dicas para ter sucesso como mãe, profissional e mulher. Vale a leitura!

(Foto: Acervo pessoal)