Ecologia e Meio Ambiente

Carro híbrido nas ruas: o meio ambiente agradece

Em tempos de sustentabilidade, usar meios de transporte que poluem menos é uma boa alternativa para a família

Carro híbrido nas ruas: o meio ambiente agradece

Imagina poder dirigir sem se preocupar com a poluição e colocando menos a mão no bolso? É a isso que se propõem os carros híbridos, que funcionam a gasolina e a eletricidade. Mas, como assim?

Simplificando, os carros híbridos possuem dois motores: um movido a gasolina e outro a bateria. Os dois podem trabalhar ao mesmo tempo ou separados. “Quando o motor elétrico está funcionando sozinho, ele tem total autonomia sobre o carro e o veículo não gasta gasolina, portanto, não emite gás carbônico, o que é ótimo para o planeta”, esclarece Leonardo Cavaliere, supervisor de Veículos Especiais da Fiat.

Em geral, o motor elétrico trabalha sozinho quando o carro está em uma velocidade igual ou inferior a 50 km/h. Quando o veículo precisa de mais potência – em uma estrada ou quando o trânsito está fluindo - o motor a combustão entra em ação e atua com autonomia.

O mercado brasileiro

A realidade brasileira para os carros híbridos não é igual a do resto do mundo. Na Europa e nos Estados Unidos esses tipos de veículos estão por toda parte. Por aqui, somente duas marcas comercializam seus produtos a valores tidos como mais acessíveis: a Toyota e a Ford.

O preço é mais alto? É. Nenhum deles custa menos de R$ 100 mil. Porém, o gasto com a gasolina diminui significativamente. O Toyota Prius, por exemplo, promete fazer 25 km por litro. Ou seja, na teoria, o tanque do seu carro só precisa ser reabastecido após rodar 1 mil quilômetros.

Outro item que pode ser colocado na ponta do lápis é o gasto com manutenção, que tende a ser menor, já que o motor a combustão sofre menos desgaste. A troca de óleo, por exemplo, pode ser feita a cada 8 mil quilômetros, enquanto nos veículos normais, isso é feito a cada 5 mil quilômetros.

Na hora de “abastecer”...

Alguns modelos são plug-in, ou seja, precisam ser conectados à tomada para serem recarregados.

Aqui no Brasil, nem sempre é fácil encostar-se em qualquer lugar e plugar o seu carro a uma fonte de energia.

Além disso, outras versões recarregam automaticamente sempre que forem freadas ou quando o motor a combustão estiver em velocidade constante.

E é bom?

A empresária Karina Barreto, 31 anos, é mãe de dois meninos e mora na Austrália. Desde 2010, ela possui um carro híbrido e pretende trocar por outro maior em breve: “Gasto muito menos, o equivalente a R$ 160 por mês em gasolina”, conta.

Além disso, ela afirma que o carro é silencioso, tem pouco problema de manutenção, além de toda a possibilidade de contribuir para o meio ambiente: “Aqui em casa somos bem cuidadosos. Temos energia solar, tanque que retém água da chuva para reaproveitamento... Não podia ser diferente com o carro”, ressalta.