Ecologia e Meio Ambiente

Sacolas plásticas podem ser amigas da natureza

A vilã da história não é a sacolinha em si, mas, sim, o uso que você dá à embalagem

Sacolas plásticas podem ser amigas da natureza

As sacolinhas plásticas chegaram a ser extintas dos supermercados, mas a polêmica foi tanta que acabaram voltando. Elas tornam nosso dia a dia mais prático em diversos sentidos, porém têm fama de não fazerem bem ao meio ambiente.

De fato, elas influenciam na poluição, são feitas de fontes de energia não renováveis (que causam danos ao ecossistema) e demoram cerca de 300 anos para se decompor. No entanto, não é apenas a sacola em si que faz mal ao meio ambiente e, sim, o destino dado a ela. Se não forem eliminadas corretamente, aí sim acabam poluindo a natureza.

Segundo Mara Lucia Siqueira Dantas, pesquisadora do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do Instituto de Pesquisa e Tecnologia (IPT), do ponto de vista ambiental, preferencialmente, a sacola deve ser descartada na seguinte ordem: 1) reutilizada, 2) reciclada ou 3) descartada em aterro sanitário.

Conhecendo as diferenças

Há várias alternativas para o uso da sacola plástica, mas é necessário entender que nenhuma está livre de ser poluente se o uso não for correto.

Opção bem comum são as ecobags vendidas nos próprios supermercados - resistentes e que podem ser usadas várias vezes. Carrinhos de ferro (como os de feira) e caixas de plástico dobráveis também são boas opções nas compras.

Mas quem não consegue abrir mão das sacolas precisa saber que existem modelos comuns, todos com seus prós e contras, veja só:

  • Sacolas oxibiodegradáveis: são feitas de polímero sintético e contêm aditivos pró-oxidantes. Tem tempo de degradação curto (menos de 2 anos), mas os aditivos contidos nelas apenas quebram as moléculas do plástico; não as destroem. Ou seja, o plástico continua depositado no solo. A tinta usada nessas sacolas também faz bastante mal ao ambiente.
  • Sacolas de plástico verde: saem na frente por serem feitas com uma matéria-prima renovável, a cana-de-açúcar. No entanto, não é biodegradável. Como não se decompõe, a reciclagem é a única alternativa.
  • Sacolas de bioplástico: produzidas a partir do amido de milho (fonte renovável), têm o “contra” de utilizar mais energia na sua produção. Ainda assim, de todas, são as mais "ecologicamente corretas".
  • Sacolas de plástico reciclado: feitas a partir de material reciclado, não são descartáveis e podem ser usadas várias e várias vezes.

 

"Para evitar que qualquer tipo de sacola prejudique a natureza, o importante é não jogar em lugar proibido, como rios, córregos, lagos, praias, praças etc. A imagem pública das sacolinhas como agentes poluidores é consequência da má destinação, e não do material em si", reforça Mara Lucia.

E o lixo de casa?

Não há como negar que essas sacolinhas são uma mão na roda para diversas tarefas realizadas em casa – inclusive descarte de lixo.

"Quem não pode adquirir o saco de lixo, fabricado para este fim, que faça uso das sacolinhas descartáveis para evitar problemas maiores, pois lixo doméstico deve ser embalado adequadamente para evitar problemas de saúde pública," explica Mara Lucia.

Já no caso do lixo orgânico, o ideal é que seja encaminhado para compostagem. E, para isso, a dica é fazer sacos de jornal ou papelão, com várias camadas para não vazar.