Educação e Desenvolvimento

Dar limites, dizem por aí, é importante

Por Helena e Joana Cardoso

Mas qual é a medida certa?

Dar limites, dizem por aí, é importante

Muitos artigos têm sido publicados, revistas têm anunciado e as mães têm comentado: dar limite para o seu filho é essencial.

Mas percebo um enorme desamparo dos pais, na prática, quando se trata de saber qual a justa medida desse limite.

A falta completa de limite leva a criança a um desajuste social e um sentimento de desproteção. Porém, o excesso, também pode ser prejudicial.

Se por um lado, filhos de pais muito rigorosos costumam ter tendências transgressoras e pouca capacidade de fazer escolhas, quando não há regras de alguém acima hierarquicamente, temos que encontrar nossas próprias regras. E essa é uma tarefa pesada para uma criança, que não tem condição alguma de saber o que é melhor para ela, aos 5 anos, por exemplo.

Quando existem regras demais e nada é permitido, é preciso transgredir para viver. Além disso, quando já está tudo estabelecido e a sua vida é escolhida por outra pessoa, você perde a chance de fazer pequenas escolhas, que te proporcionariam uma capacidade de, no futuro, quando adulto, escolher seus desejos.

Para não cairmos em nenhum desses extremos, precisamos nos atentar para uma palavra essencial: o suficiente.

É importante fornecer regras o bastante para que seu filho tenha estrutura para escolher a sua vida, mas não regras demais, em que ele não tenha margem de manobra.

Por Helena Cardoso

(Foto: Morguefie)