Educação e Desenvolvimento

A alegria e as preocupações do engatinhar

Por Jorge Freire Jr.

Engatinhar é uma fase muito importante para os bebês. Porém, é um período que os pais precisam se preocupar

A alegria e as preocupações do engatinhar

Tem um ditado chinês que acabo lembrando com frequência por causa dos meus filhos:

"Cuidado com o que você deseja, pois pode tornar-se realidade".

Minha filha mais nova, de 9 meses, estava ensaiando que iria começar a engatinhar semanas atrás.

Todos em casa estavam na torcida para que ela pudesse entrar nessa nova fase da vida. Esses dias, ela finalmente começou a explorar toda a casa por conta própria e foi justamente aí que lembrei desse ditado aí de cima.

Quando os bebês começam a engatinhar, a noção de perigo não aparece junto.

Tudo para ela é novidade e a curiosidade a leva até onde resolver ir naquele instante. Ela vai para a cozinha, para os quartos e, claro, para a escada. Quer abrir gavetas, se apoiar em cadeiras, puxar panos, pegar livros e outras coisas.

Nesse momento, precisamos triplicar a nossa atenção. Medidas preventivas já foram adotadas - como cercas na porta da cozinha e na escada, aparelhos para evitar que gavetas sejam abertas -, tudo para a segurança da pequena exploradora.

Era mais fácil manter minha filha quietinha no chão? Opa, se era!

Mas engatinhar faz parte do desenvolvimento das crianças. Engatinhar desenvolve grupos musculares que ajudam as habilidades motoras finas, aperfeiçoa habilidades visuais e desenvolvem percepção espacial e de profundidade, neuromotor. Além disso, constrói autoconfiança para tomar as primeiras decisões.

Ou seja, é uma fase muito importante para os bebês e os pais precisam incentivar e proporcionar um ambiente seguro para eles.

O desejo de queremos algo e depois nos arrependermos é frequente na vida os pais.

Mas esse pensamento passa rápido, pois ver a alegria das novas conquistas dos nossos filhos é uma das coisas mais lindas do mundo.

(Foto: Arquivo pessoal)