Educação e Desenvolvimento

Como racionalizar as idas ao supermercado e controlar gastos

Por Patrícia Cerqueira
@Comida Boa Muda Tudo

Não é possível fugir da inflação nem parar de comprar comida, mas dá para proteger o bolso

Como racionalizar as idas ao supermercado e controlar gastos

Não é de hoje que tenho sentido a pressão contínua da inflação quando estou no supermercado. Em abril de 2013, postei um comentário no Facebook sobre o assunto:

"Você percebe que algo está muito errado com a economia do seu país quando muda de supermercado duas vezes em pouco mais de um ano, buscando preços melhores, mas, mesmo assim, sente o bafo quente da inflação".

Vários amigos comentaram que também tinham percebido a alta dos preços e estavam mudando os locais de compra, buscando melhores opções. Sem saber, estávamos enxugando gelo porque a inflação continuava mesmo com o périplo. 

"Patricia, você só está descobrindo na prática a diferença entre nível de preços e inflação. O nível de preços é o que você paga num determinado produto. Inflação é o aumento disseminado dos preços. Quando você mudou de supermercado, o nível de preços caiu, mas eles continuam aumentando porque a inflação continua lá", explicou o consultor de finanças pessoais Marcelo Guterman.

Como não dá para fugir da inflação nem parar de ir ao supermercado, temos de buscar alternativas para continuar colocando comida na mesa sem estourar a conta bancária e o cartão de crédito.

Com a ajuda de consultores de finanças pessoais e donas de casa, elaborei um Guia Rápido Para Salvar o Supermercado do Mês e a Conta Bancária:

  1. Faça lista. Essa é uma medida para tempos de vacas magras ou gordas. Na verdade, acho muito bizarro um adulto ir às compras sem saber "o que vai comprar". Nem as melhores memórias acertam tudo. Faça a lista; não custa. 
  2. Seja disciplinada. Siga o que está lista "germanicamente". Resista aos apelos de ofertas, aos doces e queijinhos. Esses itens "a mais" custam bastante dinheiro.
  3. Crie um limite para os gastos. Estabeleça que, por mês, sua família vai gastar um determinado valor com supermercado, feira e açougue e siga à risca essa quantia. Dessa maneira, você evita colocar qualquer coisa por impulso no carrinho.
  4. Leve calculadora. A melhor maneira para o item acima dar certo é ir somando os valores que estão sendo colocados no carrinho. Um reality show. Você descobre antes de passar no caixa quanto vai gastar. Você vai se assustar com a rapidez com que chegamos aos R$ 100.
  5. Leve dinheiro contado e pague com ele. Aprendi essa dica com a Thaís Scavassa e dá muito certo, desde que você tenha uma lista do que comprar e um limite semanal para gastar. Garanto que nada é mais disciplinador do que o limite do dinheiro em espécie.
  6. Faça cardápios. Você sabe exatamente o que precisa, quanto precisa e quando precisa.
  7. Aproveite as promoções dos folhetos. Todo supermercado distribui folhetos promocionais. Alguns até cobrem ofertas dos concorrentes. Olhe antes o que está na promoção; se é algo que está na lista, leve. Se o preço estiver muito bom, leve em maiores quantidades.
  8.  Compre em grandes quantidades. Aproveite os atacadistas para comprar produtos não perecíveis em grandes quantidades, como material de limpeza e higiene, e reduzir os gastos de determinados itens nos meses seguintes. 
  9. Rache a compra das grandes quantidades. Se você acha desproporcional comprar 12 embalagens de detergentes, seis caixas de sabão em pó ou 120 rolos de papel higiênico, vá as compras com alguém com quem possa dividir. 
  10. Mude de supermercado. Sei que às vezes isso é difícil, mas busque o que é melhor para o seu bolso. Se o mercado da outra esquina tem melhores preços, mas carece de organização e operadora de caixa mais simpática, releve. Suas contas vão agradecer.
  11. Deixe as crianças fora do supermercado. Se possível, não leve os filhos juntos! Sabemos que eles aumentam o custo final das compras!

 

Beijos e boa compras!
Patrícia

(Foto: Getty Images)