Educação e Desenvolvimento

Crianças e natureza: como incentivar o contato

Por Paula Rizzo

Ideias simples que podem ser muito fáceis de implementar

Crianças e natureza: como incentivar o contato

Hoje em dia existe um termo que não havia na minha época: a criança de apartamento. Ou se existia, não era eu. Vivi em casa até os meus 14 anos. Minha infância teve quintal, jardim, árvore, telhado, vizinho de muro...

Mas hoje vivemos mais para dentro. O contato das crianças com a natureza em algumas cidades, como a minha (São Paulo), foi se perdendo.

E para nós, que não vivemos numa cidade de praia e temos hábitos bastante urbanos, corremos o risco de afastar nossas crianças desse contato mais frequente com o meio ambiente. De saber como é o cheiro de chuva e a sensação do pé descalça na grama. De olhar para o céu, buscar as estrelas, observar a lua.

Não precisa necessariamente viajar (embora viajar seja uma das coisas que eu mais gosto na vida). Visitando parques, fazendinhas, praças e clubes dá para ter essa vivência de descer morros no papelão, rolar na grama, pular nas poças d’água, subir em árvore, fazer barracas, explorar flores e plantas.

E passear à noite a pé (com ou sem cachorro) em torno do quarteirão pode ser o suficiente para observar a lua com mais calma. Ou fazer expedições guiadas em tom de brincadeira. A criatividade não tem limite!

Precisa é ter boa disposição para isso. Fazer com que as crianças descubram a riqueza e a felicidade das pequenas coisas. Como soprar um dente de leão.

Não precisa elaborar muito. Pense numa programação ao ar livre para o final de semana. Ou parte dele. Leve uma bola, um lençol, água, lenço de papel, alguma coisinha para comer (e um lixinho para levar os restos) e o que mais você quiser: bambolê, lanterna, papelão… Vista as crianças com roupinhas velhas e confortáveis para que possam se lançar sem medo. Invente, sugira, explore junto.

Fazer uma hortinha doméstica ou plantar e cuidar de uma horta urbana coletiva podem ser boas pedidas também. Enfim, não é tão difícil assim. Basta começar.

(Foto: Arquivo pessoal)