Educação e Desenvolvimento

A fase do "não", sem dizer tanto "não"

Por Marina Breithaupt

Quando os pequenos começam a explorar os espaços, também começam a testar seus limites. Começa a fase do "não, não pode isso e nem aquilo". Você sabia que há outras maneiras de dizer "não"?

A fase do "não", sem dizer tanto "não"

Cada filho é de um jeitinho. As crianças têm suas próprias peculiaridades, mas as fases em si são todas iguais.

Cada uma a seu tempo, todas as crianças passam por várias fases desafiadoras - para elas e para os pais! - e, na minha opinião, uma das mais cansativas é, sem dúvida, aquela em que eles passam a explorar o ambiente.

Pode ser que isso aconteça assim que o bebê começa a engatinha, ou só quando começar a andar de fato, mas a verdade é que essa é uma das fases que mais exigem física e psicologicamente de nós pais.

Dá pra entender que um novo mundo de possibilidades a serem tocadas para eles e o impulso são situações naturais, bem como testar os limites. Eles precisam das ações para saber nossas reações. Assim, conhecem o que podem e o que não podem.

É a fase do NÃO, não pode!

Mas você sabia que há outras maneiras de dizer o que é permitido e o que não é, o que está liberado e o que é perigoso, sem necessariamente usar "não, não, não" toda hora

Chamam de educação positiva. Eu chamo de um pouco mais de empatia e paciência.

Ao invés de dizer um simples "não" para seu bebê, procure explicar o motivo antes e já chamar atenção para outras possibilidades, brincadeiras ou objetos. Dá muito mais trabalho, exige muito de nós, como já disse, mas descobri que, dessa maneira, eles assimilam muito mais rápido e permitem que a rotina flua melhor.

Mas antes, é preciso muita paciência e conversa. Explique e fale mesmo que você ache que eles possam não estar entendendo nada.

Uma mudança que fiz dessa terceira vez foi não me estressar mais com a decoração da casa por exemplo. Com a Babi e o Theo, eu praticamente não mudei nada de lugar e acreditava que eles precisavam se adaptar à minha ideia de decoração.

Não posso dizer que foi superdifícil, até porque acho que eles eram mais calmos nessa fase - ou será que eu era mais paciente? Pode ser isso também. O importante é que, dessa vez, acumulo mais funções e me sinto muito mais sobrecarregada com a rotina dos três e, portanto, escolhi não comprar essa briga.

Adaptei muita coisa, tirei peças do alcance dela (o que era perigoso pra ela ou itens que eu gosto e não quero que estraguem) e, assim,  econimizo muitos "nãos" ou explicações.

Acredite, a educação positiva é um exercício. Ainda falo muitos "nãos", mesmo já estando na terceira vez seguindo esse pensamento (inclusive Mel já aprendeu a falar "Nã-Não" com o dedinho levantado, imitando meu comportamento), mas logo percebo o que preciso fazer e paro para explicar e apresentar as consequências e, também, as alternativas.

Um beijo,

(Foto: Shutterstock)