Educação e Desenvolvimento

Passeios para estimular as crianças

Criança só se diverte em lugar de criança? Não! Roteiros aguçam a curiosidade, o aprendizado e estimulam outros gostos nos pequenos

Passeios para estimular as crianças

Quando o assunto envolve passeios com filhos, você logo pensa em parquinhos, piscinas de bolinha, brinquedotecas, circo... Tudo bem, elas adoram e é diversão garantida para toda a família!

Mas se deixar um pouco de lado essa ideia de que criança só se diverte em lugar de criança, verá que há um universo de opções – tão ou até mais legais! Alguns roteiros aguçam a curiosidade, o aprendizado e estimulam outros gostos nos pequenos.

Conversamos com Elizabete Duarte, coordenadora pedagógica do Colégio Nossa Senhora do Morumbi, em São Paulo, para eleger passeios que, de alguma maneira, tiram os pequenos do seu lugar comum, literalmente. São perfeitos para desenvolver uma série de estímulos na garotada.

Para instigar a criatividade

Museus, galerias e arte na rua são ótimos para estimular a turma mirim a ser mais criativa. “As imagens, pinturas e obras fazem parte da construção de repertório e de criação da criança quando desenham ou fazem uma escultura. Então, visualizá-las ajuda a estimular a criatividade dos pequenos”, explica Elizabete. Em geral, essas visitas começam a fazer sentido a partir dos 3 aninhos. No entanto, existem alguns museus mais lúdicos, nos quais o público infantil pode interagir com o ambiente. Esses funcionam bem para todas as idades.

Para entender e respeitar a natureza

Parques e zoológicos são lugares bem atrativos se a ideia é manter a turminha em contato com a natureza. Agora, se você quer algo diferente, pode procurar hortas, fazendas, estufas e até feira de flores e plantas. “O ideal desses passeios é envolver as crianças em atividades do lugar”, diz a especialista. Uma ideia é buscar locais com visitas monitoradas, o que é bastante interessante a partir de 6 anos. Nessa idade, a criança já entende e compreende melhor as situações. 

Para desenvolver a socialização

Algumas crianças, principalmente as mais tímidas e retraídas, tendem a ter dificuldade de se relacionar com os amigos. A ideia, então, é estimular a compartilhar. Com os menores de 4 anos, por exemplo, é legal promover um piquenique com coleguinhas. Isso desenvolve a interação e a divisão. Cada um pode levar um quitute e eles entenderão que têm uma responsabilidade com o grupo. Já para os maiores, os acampamentos são boa alternativa: dividem os quartos, o banheiro e todas as coisas para as atividades. Isso estimula o convívio em equipe também. 

Para aumentar os laços com os pais

Pequenas tarefas do dia a dia, como fazer uma refeição ou assistir a um filme juntos, já fortalece os laços. Mas os centros de jogos podem ser novidade. Hoje há lugares específicos para isso em quase todas as cidades. “É pura interação e envolve a frustração de perder, a sensação de ganhar, habilidade, estratégia e, claro, parceria”, pontua Elizabete. 

Para entender valores

Respeito, solidariedade e responsabilidade: mais do que as palavras, aqui vale o exemplo. Que tal envolver seu filho em trabalhos voluntários, ONGs que falam sobre cidadania ou assuntos do tipo? A partir do momento que entendem que algumas pessoas dependem dos demais, os filhos se comprometem com mais facilidade. Além disso, esse tipo de passeio faz a criança valorizar algumas coisas que, às vezes, esquecemos de ressaltar no dia a dia.

Para aprender sobre sustentabilidade

Além das pequenas atitudes em casa, se na sua rua não houver coleta seletiva, leve seu filho para descartar o lixo junto com você. Outra dica que eles amam é trabalhar com sucatas e descartáveis. Caixa de leite, tampas, garrafas pets podem virar brinquedos. “Com crianças maiores, dá até para visitar cooperativas”, lembra Elizabete. Há muitos artistas que fazem obras usando esses artefatos. Então, se tiver oportunidade, leve-as a uma dessas exposições. 

Para estimular o repertório cultural

O primeiro passo é cultivar costumes e diversões de antigamente, como idas ao teatro, por exemplo. “Percebemos que os pais deixaram de ir ao teatro com os filhos, mas isso é culturalmente fantástico, porque é uma história contada, e não lida. Cinema e livrarias também são bons passeios. Às vezes, não precisamos comprar um livro, mas visitar o espaço já é suficiente, pois são cheios de informação que a gente pode admirar, folhear e olhar. A compra é apenas uma consequência”, acredita a coordenadora.

Para desenvolver o gosto musical

Hoje existem vários grupos especializados em shows infantis. Poder acompanhar um concerto desses de vez em quando é uma ótima maneira de se conectar com a música. Karaokês também são boas dicas. Mesmo que a criança ainda não leia, ao microfone, ela vai saber cantar um ritmo que conhece, principalmente se estiver acompanhada.

(Foto: Getty Images)