Família

O Dia dos Pais para quem não tem essa figura presente

Por Helena e Joana Cardoso

Sim, nem todo mundo tem o pai que sonhava

O Dia dos Pais para quem não tem essa figura presente

O Dia dos Pais está aí e essa é uma boa oportunidade para repensar a ideia de que o pai é um coadjuvante na educação dos filhos.

Embora exista, sim, uma quantidade de abandono e ausência maior dos pais, se comparado com as mães, seu papel como protagonista, junto às mães, não deve ser desconsiderado.

Não quero, obviamente, defender a ideia de eles podem abandonar ou se ausentar, nem desvalorizar o papel materno, mas, sim, enfatizar a importância desse pai que, grande parte das vezes, é preterido por não ter uma função tão óbvia quanto a da mãe.

É verdade que algumas vezes a educação e criação fica integralmente por conta da mulher e, em muito casos, o pai não participa em nada ou não existe.

Porém, mesmo nessa situação, onde só existe a mãe no dia a dia do filho, ainda assim esse pai é protagonista junto a ela. Isso porque, por maior que seja o esforço da mãe para compensar essa falta com um trabalho dobrado, esse pai sempre vai existir no imaginário do filho.

Todos viemos de um pai e de uma mãe e sabemos que, se somos criados por apenas um progenitor, existe uma falta evidente, mesmo que velada.

Esse pai existe, mesmo que não presencialmente, e vai ter influência sobre o filho. Se não conhecemos, fantasiamos como ele deve ser.

Se a ausência é na participação, levamos como referência do que conhecemos como pai, mesmo que como um modelo negativo do que você não deseja repetir.

Mesmo que exista um substituto desse papel, a marca dessa falta esta registrada em algum nível.

Quando digo influência é que, por pior que seja a sua referência paterna, ela não é nula e vai influenciar a sua interpretação sobre a vida.

Não é uma condenação, mas algo a que você deve se conscientizar para que não permita interferir negativamente na escolha do seu parceiro, por exemplo, e evite uma repetição na paternidade do seu filho.

Quando tomamos consciência e aceitamos a realidade, podemos fazer escolhas baseadas em nossos desejos e objetivos e não em repetição de um padrão já conhecido.

Por Joana Cardoso

(Foto: Morguefile)