Família

Quando virei tia

Por Helena e Joana Cardoso

Emoções difíceis de descrever! E você o que sentiu?

Quando virei tia

Hoje tenho quatro sobrinhos. Desde a descoberta da gravidez até o nascimento de cada um deles, vivi emoções difíceis de descrever.

São momentos maravilhosos que, mesmo sendo sempre um nascimento, nunca vivemos emoções iguais.

Mas confesso que nada se assemelha à primeira vez. Eu amo e sempre vivo de forma muito intensa cada momento ao lado dos meus sobrinhos, mas com a primeira era tudo tão novo, que acho que vivi tudo em dobro.

Tinha anos que não nascia um bebê na família, então quando minha primeira sobrinha nasceu, tudo mudou.

Deixamos de ser uma família que estava num determinado momento do ciclo vital (todos adultos) e passamos a ser uma família de crianças.

Tudo muda, a casa passa a ter brinquedos e cheiro de bebê (porque o sobrinho vai embora, mas aquele cheirinho gostoso fica), os restaurantes agora têm que ser “kids friendly”.

É tudo muito novo e apaixonante!

Todos os sobrinhos seguintes, se por um lado não têm o entusiasmo de me tornarem tia pela primeira vez, têm a capacidade de sempre me surpreenderem em como nossa capacidade de amar é infinita.

Eles mal começam a viver e já ensinam a gente. Ensinam que, quando tudo parece estar perfeito, ainda pode melhorar mais, e de forma completamente diferente!

Fiquei curiosa se esta espécie de “transe” que vivi sendo tia foi exclusividade minha, ou se meus amigos que também já são tios (as) sentiram-se assim.

Pedi que cada um deles me escrevesse contando uma definição rápida de como sentem essa relação. Compartilho com vocês abaixo.

Por Helena Cardoso

(Foto: Morguefile)

1
Rafael
"Ser tio é maravilhoso!!! É como querer proteger seus sobrinhos do mundo e até mesmo da educação mais rígida dos pais. Fazê-los ver tudo de uma forma mais divertida, menos politicamente correta e, ao mesmo tempo, mostrar como são as coisas de verdade, sem a superproteção dos pais! Meio incoerente... Mas tudo isso com muito amor!!!"
2
Maria Beatriz
"Ser tia é a primeira sensação de afeto próxima à maternal. Pelo menos foi o que senti. Gostar de criança em geral ou brincar com filhos de amigos não é igual a ter uma sobrinha ou sobrinho. Um sobrinho nos faz refletir e nos preocupar sobre criação, educação, amizades, cuidados, saúde, personalidade e outras questões relacionadas ao desenvolvimento de um ser. Queremos que aquela pessoinha seja incrível em tudo que for possível, e faremos de tudo para isso. Ela pode contar conosco para sempre. É um elo eterno."
3
Fernanda
"É muito bom! É treinar para ser mãe".
4
Laura
"Para mim ser tia significa ser a mãe quando esta não está presente. Significa amar muito, ser parceira, ser lembrada pela diversão e estar ali para o que for preciso."