Moda e Beleza

O que muda no guarda-roupa depois de ser mãe?

A maternidade é permeada por mudanças: nova rotina, novas curvas e também novo estilo. Conheça mamães que precisaram adaptar o guarda-roupa depois que tiveram filhos

O que muda no guarda-roupa depois de ser mãe?

Ei, você, que acabou de engravidar ou pensa em fazer isso num futuro próximo! Vamos logo avisando: a forma física é apenas um detalhe que muda após a gravidez. Outras fatores ficam diferentes quando nos tornamos mães, como a rotina, as escolhas e até o estilo.

A maioria das mulheres passa a procurar peças confortáveis, versáteis e básicas – afinal, dia a dia de mãe exige muitas manobras. Além disso, a maternidade vem acompanhada da maturidade e de uma nova visão do mundo.

Portanto, é natural que seus gostos se alterem. Conversamos com algumas mães e elas contam o que mudou no guarda-roupa delas depois da maternidade.

Conforto acima de tudo
“As mudanças no meu guarda-roupa começaram na primeira consulta com a minha obstetra. Ela recomendou que eu parasse de usar salto alto durante a gestação, então comecei a usar sapatilhas. Achei elas tão confortáveis que, mesmo agora que minha filha já tem 2 anos e 7 meses, continuo usando. Também passei a usar blusas mais largas que não marcavam as mudanças no meu corpo, calças e bermudas, para que eu tivesse a liberdade de agachar, levantar e sentar no chão para brincar com a Bia quando quisesse, sem me preocupar com o vestido ou a saia. Confesso que também gostei bastante dessa mudança. Deixou o meu dia a dia, que é integralmente na função de mãe, mais prático, sem diminuir minha autoestima. Também deixei de usar brincos e colares maiores, pois a minha filha ainda quer puxá-los ou arrancá-los. No início, nem correntinha com alguma medalhinha ou pingente eu usava, pois logo ela queria colocá-las na boca. Hoje a ensinei que deve beijar a santinha que está na medalhinha. Então, consigo usar" - Graziela Rodrigues, advogada, 37 anos, mãe da Bia, 2 anos e 7 meses.

Mãe e estilosa, ao mesmo tempo
“Quando engravidei não deixei de usar nada que gostava, inclusive até coloquei um elástico no fecho do zíper da minha calça de couro preferida. Onde ia achar uma dessas na versão para grávidas aqui no Brasil? Depois que o Akin nasceu, quando eu ainda estava amamentando, não tinha perdido todo o peso que ganhei durante a gestação e optei por usar peças simples, como vestidos e saias longas, e roupas que não me apertassem. Na época também cortei meu cabelo, que passou de longo para quase careca (mas também nunca tive muito apelo capilar). Depois que meu filho completou 1 ano, comecei a rever meu guarda-roupa novamente. E acho que não é apenas por causa da maternidade, mas também por uma questão de idade. Estou chegando aos 30 e aproveitei para me desfazer de vários vestidos e peças caras que comprei antes de ser mãe e hoje nem tenho mais como ou onde usar. Os eventos sociais também mudam depois que viramos mães. Como também abri mão de andar de carro, preciso de peças confortáveis para andar à pé. Por isso, salto, só se for bem baixinho. Não uso mais nenhuma peça exagerada, pois não cabe mais no meu dia a dia. Diferente de antes de engravidar, agora compro peças mais básicas e confortáveis. Nos acessórios, aposto só em óculos, bolsa e olhe lá!” - Gabriela Pacheco, jornalista, 29 anos, mãe de Akin, 1 ano e 4 meses.

Minissaia: o retorno
“Tive 3 fases no meu guarda-roupa desde que me tornei mãe. Logo após o nascimento da Valentina, só usava roupas que facilitariam a amamentação sem que eu precisasse ficar com o peito de fora no meio da rua. Usava muitas blusas soltinhas, camisas ou qualquer coisa que eu conseguisse abrir pela parte da frente! Eu parei, quase que completamente, de usar vestidos! Foi uma fase bem complicada para mim, pois sentia falta das peças mais elaboradas que usava antes. Os acessórios salvaram meus looks até a hora em que minha filha começou a entendê-los como brinquedos. Se chamavam atenção dela, voltavam para o armário! Valentina nem deu bola? Viravam acessório do dia a dia! Depois que ela começou a andar, voltei a usar vestidos, mas nunca muito curtos! Antes de sair de casa eu tinha que pensar em situações que poderiam ou não acontecer e isso limitava totalmente as opções de looks mais elaborados! Nessa fase a mãe parece uma doida; tem que se jogar no chão, sair correndo sem pensar se a roupa está no lugar, abaixar e levantar umas 30 vezes a cada 2 minutos… E a bolsa, então? Vira praticamente uma mala. Saia longa ou calça e uma blusa legal era o que eu mais usava. Depois que ela largou as fraldas, parece que tudo voltou ao normal. Quando a criança começa a ficar mais independente, a mãe também fica. Hoje eu posso usar o que quiser: saia curta, vestidos mais bacanas e qualquer tipo de blusa já está liberado! A bolsa voltou a ser só minha! Por ter ficado bastante tempo sem usar saia curta, comprei umas 4 nos últimos meses” - Caroline Monaco, empresária, 30 anos, mãe de Valentina, 3 anos e 4 meses.

A aposentadoria do bordado
“Desde que o Gael nasceu, as peças de roupa que uso no meu dia a dia sofreram um pequeno ajuste. Se eu usava uma malha bordada, hoje penso 2 vezes antes de colocá-la, pois com um bebê de colo ela provavelmente estará danificada no final do dia. Ele também pode querer puxar os enfeites e até se machucar com eles. Depois que me tornei mãe, passei a optar por peças menos trabalhadas e mais confortáveis, pois temos que ficar abaixando, levantando, pegando isso e aquilo. Essas tarefas se tornam difíceis de serem feitas com peças mais justas, calças muito apertadas ou saias curtas. O salto nunca foi minha preferência, estou sempre de sapatilha ou tênis, o que também dá mais conforto na correria de descer do carro, guardar o carrinho, abrir e fechar etc. As peças mais elaboradas continuam no meu armário para os momentos em que deixo meu filho na casa da vovó para sair com o meu marido ou amigos” - Gabriela Cardia, empresária, 29 anos, mãe de Gael, 7 meses.

Guarda-roupa retrô
Quando engravidei, me dei conta de que não havia roupas moderninhas para grávidas. Então comecei a comprar peças em lojas normais, mas de tamanhos maiores. Como foi um dos anos mais quentes de todos os tempos, abusei dos vestidos longos e soltinhos, que não marcavam as curvas do barrigão. E essas peças foram muito úteis depois que meu filho André nasceu, pois a gente demora um pouco para recuperar a forma. Eu tinha em mente que depois de ser mãe, tudo mudaria e eu teria que ser mais séria no guarda-roupa, mas isso não aconteceu comigo, não. Adoro peças estampadas, não abro mão da minha calça jeans favorita (rasgada) e dos acessórios mais luminosos quando estou longe do meu filho. No meu caso, perdi mais peso do que ganhei na gravidez e voltei a usar roupas mais joviais, mas sempre confortáveis. Passei, inclusive, a usar calça skinny, o que antes não usava por que achava minhas pernas muito grossas. Acho que nossa essência não muda quando nos tornamos mãe, apenas optamos pelo conforto. No dia a dia dispenso saltos e os guardo para ocasiões especiais. Outra curiosidade: antes de engravidar só usava unhas vermelhas, em diversos tons. Depois que tive filho, dispensei o vermelhão, pois meu filho ficava vidrado nas unhas, principalmente quando ia amamentá-lo. Adotei os tons nude e terrosos e amei a diferença que fizeram” - Renata Albuquerque, social media, 30 anos, mãe de André, 2 anos e 5 meses.

(Foto: Getty Images)