Obesidade Infantil Não

Como ensinar seu filho a comer bem sempre

Se somos o que comemos, o melhor é cuidar da saúde do seu filho desde o berço!

Como ensinar seu filho a comer bem sempre

Nossa saúde está diretamente ligada ao que comemos. Por isso, a alimentação saudável deve ser um hábito criado desde os primeiros anos de vida, para evitar que doenças apareçam na vida adulta.

Isso significa educar as crianças ainda pequenas a gostarem de vegetais e alimentos nutritivos. “É bom explicar desde cedo para a criança sobre a importância do alimento para o seu desenvolvimento”, explica o pediatra Mário Novaes, que ressalta ainda a importância dos pequenos conhecerem e entenderem o que comem.

Mas como fazer isso?

Perguntamos a especialistas e pedimos a algumas mães que compartilhassem a experiência que adotaram em casa. Inspire-se!

Seja o exemplo

“O melhor ensinamento que os pais podem oferecer a seus filhos é o exemplo. Crianças aprendem através do método ‘espelho’, fazendo tudo conforme os pais fazem. Assim, se os pais se alimentam bem, com disciplina de horários, dando preferência a alimentos naturais e nutritivos, com certeza esse será o padrão que os filhos vão seguir. É também muito importante que a criança tenha conhecimento, não só da apresentação do alimento cru, como da forma como ele é obtido, desde que é semeado até sua colheita. Isso aumenta o interesse pelo alimento. Em cidades do interior isso é facilmente conseguido em visitas a sítios e fazendas. Em grandes centros, pode ser através de vídeos, filmes e fotos, ou com hortas em casa e até excursões em grupos de crianças”, sugere o pediatra Sylvio Renan Monteiro, autor de “Seu Bebê em Perguntas e Respostas”.

Deixe que o pequeno “curta” os vegetais

“De início usamos um método em que, resumidamente, oferecemos os legumes e frutas em pedaços grandes, em vez das famosas papinhas, e os deixamos à disposição para o bebê pegar, brincar e reconhecer. Também não ofertamos alimentos com açúcar, hiperprocessados ou frituras. Em caso de necessidade, vale ‘disfarçar os alimentos’. Quando o Joaquim não está aceitando bem algum grupo alimentar, eu tento fazer com que ele consuma junto com outros alimentos. Mas, às vezes, mudar a forma também ajuda. Por exemplo, fazer bolinhas com purê de abóbora, montar o prato de maneira alegre e colorida, contar história durante a refeição. Tentamos sempre fazer o momento da alimentação ser um momento de curtir a família, conversar, criar um ambiente alegre e amoroso”, ilustra Chris Zanella, mãe do Joaquim de 1 ano e 4 meses.

Torne os alimentos atraentes

“Quando a criança não come verduras, legumes, frutas e fibras de maneira alguma, vale a pena tornar esses alimentos mais atraentes. Na forma de uma salada que parece uma carinha, um hambúrguer caseiro com alguma verdura ralada ou picada, uma fruta cozida ou assada com uma apresentação diferente. E, muitas vezes, preparar, comprar ou plantar esses alimentos junto com a criança a incentiva a experimentar. Infelizmente, os alimentos industrializados são muito mais atraentes e práticos para todos. Por isso, quanto mais variações sobre os alimentos saudáveis pudermos oferecer para a criança, melhor será a sua adesão e a sua educação alimentar”, defende a doutora Andréa Pereira, médica nutróloga da Unifesp.

Invista em variedade e opções

“É importante ter diferentes opções de preparo dos alimentos apresentadas para as crianças. Assim como existem adultos que preferem beterraba crua a cozida, a criança deve ser apresentada a diversas formas de consumir o alimento para conhecer melhor o que ela gosta. E quanto mais cores no prato, mais nutrientes diferentes ela irá consumir!”, garante Érica Moreira, nutricionista clínica e pediátrica.

Vale tudo, menos forçar!

“Acho que a oferta e a paciência são o mais importante. É necessário entender que cada criança tem seu ritmo e que forçar pode causar recusa ao alimento. Acho que é importante encontrar uma forma de oferecer sem causar ‘trauma’. Lembre que uma criança que aprende a comer bem se torna um adulto mais consciente, então não há limites para o que a gente pode inventar”, defende San Dias, mãe do Kalel, 2 anos e meio, e da Luna, de 4 meses.

(Foto: Getty Images)