Obesidade Infantil Não

Quer saber qual é a dica de ouro para seu filho comer bem?

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Muitas vezes reclamamos que nosso filho não come frutas, verduras, legumes… Mas existe uma maneira incrível de reverter o processo. Quer ver só?

Quer saber qual é a dica de ouro para seu filho comer bem?

Era uma vez uma menininha que não queria comer tomate. E vagem, rúcula, espinafre, banana, melão, manga, morango, uva… Fruta, ela só comia uma ou duas: a “santa" maçã e, quando estava muito inspirada, também a pera. Mas era só falar em chocolate ou biscoito que a pequena saía correndo, animada para provar!

Se você se identificou com a história, saiba que não é a única a ter um filho que come assim.

Aqui em casa eu enfrentei bastante dificuldade com Catarina, quando ela tinha cerca de 2 anos. Até então, ela experimentava tudo o que encontrava pela frente - não reclamava de papinha alguma, independentemente da cor, aroma ou gosto. 

Mas o tempo passa e os pequenos vão ficando mais exigentes - ou, quem sabe, mais espertos - afinal, por que comer se minha mãe não come também?

Na ânsia de proporcionar à filhota uma alimentação saudável, comecei a variar as compras da casa. Era cará no almoço, abobrinha no jantar, uma maravilha! Mas no prato dela, claro, porque no meu só entravam bife, arroz, feijão e uma saladinha de alface. 

Conclusão: aos poucos, Catarina foi se recusando a comer, e a hora da refeição virou um verdadeiro tormento!

Posso contar mais uma? Eu não deixava que ela ficasse com fome até a refeição seguinte (para ver se a vontade de comer aumentava). O coração de mãe ficava apertado e eu acabava dando um leitinho fora de hora, e deixava que ela “roubasse” um pedacinho do doce que eu comia de sobremesa. E, claro, a situação foi só piorando, até que eu tive que tomar uma atitude.

Gosto de falar sobre isso porque mudar o hábito de alimentação do filho parece uma coisa difícil - ele fecha a boca para determinado alimento e parece que não vai comê-lo nunca mais, não é mesmo? Que nada! 

Não adianta esperar um milagre, tentar conversar com a criança (só repetindo palavras, sem mostrar que aquilo é gostoso e que você também curte comer). O grande segredo é dar o exemplo!

Depois que eu comecei a me sentar junto à mesa, colocando no meu prato uma variedade maior de alimentos - exatamente aqueles que eu também servia a ela, e queria que a pequenina comesse, as coisas melhoram muito. 

Não foi do dia para a noite: foi um trabalho intenso de transformação, na minha dieta e na dela. 

Tive que aprender a preparar alguns alimentos de outra forma, para que nós duas sentíssemos prazer em saboreá-lo. 

Hoje posso dizer que Catarina aumentou muito seu repertório - tanto que ama comer brócolis, de um jeito que eu nunca imaginei que seria possível!

Você pode estar se perguntando: “Mas será que é necessário mesmo tanto esforço?”. Para mim, aprender a comer bem na infância é um grande presente que podemos deixar para nossos filhos. É só observar ao redor e perceber que o número de crianças obesas, diabéticas e com outras doenças decorrentes de uma alimentação errada só está aumentando. 

Dá uma olhadinha na página Obesidade Infantil Não (http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/), da Amil, que lá tem informações muito bacanas sobre o assunto. 

Mais do que isso: confirma que, desde o início da vida, nosso corpo é moldado para demonstrar certo tipo de metabolismo, em função das nossas escolhas alimentares. Isso significa que, comendo bem desde pequeno, um filho provavelmente será um adulto muito mais saudável!

#EuDigoNao

* PUBLIEDITORIAL

(Foto: 123RF e Arquivo pessoal)