Páscoa

Tempos de Páscoa

Por Helena e Joana Cardoso

Cair ou não nessa onda de consumo dos Ovos de Páscoa?

Tempos de Páscoa

A Páscoa está chegando e os supermercados deste mundo capitalista não me permitem associar a data a nada mais além de chocolate. Jesus Cristo que me desculpe, mas me parece que ele não anda fazendo tanto sucesso quanto os ovos de Páscoa.

As prateleiras do supermercado mais parecem lojas infantis. Os ovos são vendidos usando aquela velha (porém eficaz) estratégia de virem com um brinquedo de “brinde” (que pelos meus cálculos estão na verdade sendo muito bem pagos). Não há mente infantil que suporte tamanha tentação.

Levar seu filho ao supermercado nesta época do ano é ter a certeza de falência, comprando esses ovos cada vez mais caros, ou choro, muito choro! E confesso que entendo as crianças: eu também fico arrasada de não poder comer todos aqueles chocolates.

Mas se financeiramente não está fácil, mais difícil ainda está educar nossos filhos para não cair nessa onda de consumo desenfreado e ceder a tantas tentações. Porém, apesar de ser um trabalho árduo, precisamos acionar o mantra “dar limite é dar amor”.

Nenhuma criança é mais feliz porque ganhou quatro ovos de Páscoa, ao invés de um (até porque na maioria das vezes elas não comem nem um inteiro). Trata-se muito mais de uma questão educativa do que nutricional.

Não estou aqui alertando sobre o perigo do seu filho comer muito chocolate – sobre isso os jornais já andam avisando. Venho aqui propor que a gente reflita e repense a maneira como lidamos com essa data.

Podemos criar um evento de comemoração (católica ou não), onde as crianças se divertem tanto ou mais que comprando e comendo ovinhos industrializados.

Vamos usar a imaginação e estimular que nossos filhos também usem. Que tal fazer seus próprios ovos de chocolate? Ou pintar os ovos da galinha, com vários rostos diferentes? Vale tudo, menos a monotonia...

Por Helena Cardoso

(Foto: Morguefile)