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Bebê nas nuvens - e sem problemas no voo

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Surgiu uma viagem de trabalho para o Nordeste e o cliente já avisou que podia levar a bebê. Da experiência, reuni dicas da parte aérea.

Bebê nas nuvens - e sem problemas no voo

Manuela, nossa filha caçula, chegou para nos forçar a experimentar coisas que a gente achava que não ia viver mais. Uma das mais recentes foi viajar a trabalho com uma bebê de 5 meses.

Eu já tinha ido para o Rio “meio a trabalho” com ela, mas de carro e com a família toda. De repente, nem duas semanas depois, surge uma viagem repentina para o Nordeste e o cliente me diz, já no convite, que posso levar Manu.

Ufa! E agora?

O bom é que nem deu tempo para planejar muito ou sofrer por antecipação. Fiz a mala mais compacta que consegui e partimos para Maceió juntos, eu, meu marido e Manu, deixando os meninos na companhia do meu pai (aliás, esta é a parte 2 deste relato, acompanhem no próximo post!).

Salvei algumas dicas da parte aérea para quem passar pela mesma situação:

- mesmo com tarifa “de colo”, bebês de até 2 anos têm direito a uma bagagem grande, carrinho ou cadeirinha (bebê conforto). Eu levei o carrinho, optei por levar até a escada da aeronave e estava me esperando na porta quando desci.

- no check-in avise a companhia aérea que tem um bebê e faça uso do direito de sentar na primeira fila do avião. Faz toda diferença, mesmo que você fique longe do seu marido. O bebê cansa, vai quer se mexer um pouco no seu colo e todo espaço é pouco nesta hora.

- ainda no voo, colocar para mamar (no peito ou dizem que até na mamadeira) ajuda mesmo a aliviar a pressão no ouvido.

- leve na sua bolsa um kit de troca, mas com tudo fácil, não precisa carregar muita coisa porque tem pouco espaço e o banheiro é minúsculo, né? Até uma “mini-mãe” como eu passa aperto, mas dá para trocar super bem. Aliás, como os aeroportos (pelo menos SP e Maceió) não costumam ter um bom lugar para trocar o bebê, aconselho a usar o da aeronave antes de desembarcar!

- lembre-se do ar condicionado gelado na aeronave. Na volta para São Paulo vi algumas crianças pequenas com shorts e camisetas de calor, deu dó delas tanto no voo quanto na chegada em Sampa, onde fazia menos de 20 graus. Muda de roupa à mão (inclusive para a mãe, pois imprevistos acontecem) vale ouro nesta hora!

- minha filha ainda não comia, mas caso precisem de menu para bebês, com papinhas e tal, as companhias pedem que avisemos com 24h de antecedência.

- por último, para quem gosta de registrar as “estreias” dos filhos, vale conversar com a tripulação logo na chegada. A madrinha da Manu, que tem blog de viagem, fez uma surpresa para nós e combinou que ela ia visitar a cabine do comandante e tirar foto no final do voo.

E ficou um registro lindo da estreia dela no ar, não é mesmo? Nem preciso contar que ela mereceu as milhas acumuladas, parece que nasceu para voar!