Carreira

Será que a empresa que você trabalha é pro-mães?

Por Daniela Folloni
@blogitmae

Mais do que ter uma política de benefícios, as mães precisam de chefias que acreditem nelas e valorizem seu potencial

Será que a empresa que você trabalha é pro-mães?

Estava lendo uma reportagem em um site americano que adoro, o Working Mothers, sobre as melhores empresas para mães nos EUA. Achei a matéria muito boa - afinal, trabalhar fora e ser mãe é um desafio e tanto. E ele fica mais complicado ainda quando a empresa não é pró-mães - ou seja não é lugar que tenha uma política de benefícios pensada para mães.

Abre parênteses: aliás, deveria ter para pais também - afinal, para termos equilíbrio na vida pessoal e profissional, os homens também precisam de mais chances de cuidar dos filhos - mas isso é assunto para outro post. Fecha parênteses.

Além de benefícios - que podem ser de creche a home office, passando por horário flexível, academia... (para se exercitar na empresa e ter mais tempo de ficar com os filhos), uma empresa pró-mães de verdade precisa de lideranças pró-mães. De que adianta ter horário flexível no teoria se o seu chefe toda vez olha torto quando você pega sua bolsa e sai mais cedo?

Os sinais de que o lugar onde você trabalha é pró-mães aparecem logo na gravidez. Já ouvi mulheres contarem que simplesmente foram descartadas dos projetos assim que anunciaram a gestação.

Por outro lado, também já vi empresas promoverem uma mulher grávida. Aliás, isso aconteceu comigo! E posso dizer com convicção: não existe nada mais motivador do que voltar da licença-maternidade com um novo cargo e se sentindo valorizada pela empresa. Esse é um dos grandes impulsos que a gente precisa para acreditar que pode dar conta dos filhos e da carreira. Ainda bem que algumas organizações pensam assim. Pena que muitas outras ainda nem engatinhem nesse assunto.

O que fazer se o local que você trabalha (ou o chefe que você tem) não é, definitivamente, pró-mães?

Uma alternativa mais radical (mas que muitas vezes pode ser a melhor saída) é procurar outra empresa que se encaixe na sua nova realidade. Também vale ter uma conversa sincera com os superiores e expor as suas novas possibilidades de trabalho. Isso, aliás, deve partir de você. O discurso precisa ser assertivo.

Uma amiga fez isso e deu certo. Pediu para ser transferida para uma área em que fizesse menos viagens internacionais. Como ela é muito competente e dá resultados, volta e meia recebe propostas para assumir mais responsabilidades e ganhar mais. Mas ela sabe que isso vai significar ficar menos tempo com os filhos. Na balança de sucesso dela, isso está fora de cogitação. Então, ela precisa dizer "não" e relembrar o combinado com a chefia.

Em qualquer situação, seja negociando com a empresa, seja mudando de empresa, o seu foco precisa estar em fazer a sua conta de sucesso fechar. O trabalho e a vida com os filhos precisam se completar. Mesmo que a vida seja uma correria, você precisa se sentir feliz, compreendida e motivada. Empresas pró-mães são aquelas que sabem disso.