Comportamento

5 passos para criar um filho seguro

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Você está preparada para ajudá-lo a crescer com o sentimento de que é capaz de enfrentar os desafios da vida?

5 passos para criar um filho seguro

Tem coisa mais bonita do que ver um filho crescer com o sentimento de segurança? Enxergar em seus olhos que ele acredita em si mesmo e que está preparado para os desafios que a vida lhe imporá?

Eu acredito que esse é um desejo de dez entre dez pais, um objetivo a ser perseguido por aqueles que colocaram uma criança no mundo.

Para mim, a semente da segurança é plantada na infância, quando os pequenos ainda estão sob os cuidados da família.

Primeiro a criança se sente segura dentro de casa, quando é recebida com muito amor. Depois, vai saindo do casulo, pouco a pouco, até se sentir preparada para trilhar distâncias cada vez maiores.

Preparada para ajudar seu filho nesse caminho? Vem ver 5 dicas que podem ajudar nesse sentido:

  1. Não tenha medo de acolhê-lo: quando o bebê nasce, sempre há alguém para dizer que colo demais estraga a criança; que se deixar mamar o dia todo ele fica mal-acostumado; que não se deve levar para dormir no mesmo quarto dos pais, em hipótese alguma. Independentemente da rotina que você escolher para sua família, lembre-se de que seu filho está chegando a um mundo desconhecido e que precisa do seu carinho para se adaptar. Esse é o primeiro passo para que ele cresça com o sentimento de segurança, típico de quem sabe que tem um porto seguro.
  2. Aprenda a dizer não e também a dizer sim: quando você diz a um filho que ele não pode fazer algo, ganhar algo ou comportar-se de uma determinada maneira, está dizendo que nem tudo em sua vida será como ele quer - e que mesmo assim, será feliz. Antes que a vida lhe mostre que há limites a serem respeitados, faça isso em casa. E quando perceber que seu filho já é maduro o suficiente para uma determinada situação, deixe que bata asas! Se você não o deixar tentar, com o tempo, ele passará a acreditar que não é capaz.
  3. Dê liberdade (com a dose certa de supervisão): quando o filhote é um bebê, você segura suas mãozinhas até que ele aprenda a andar sem cair, não é verdade? E mesmo assim fica de olho, até que caminhe com passos firmes. Depois que ele cresce, mantenha o mesmo pensamento: deixe que se arrisque, mas fique por perto para levantá-lo se o tombo for grande. Com o tempo, perceberá que, para aquela determinada atividade, ele já não precisa de seu olhar constante.
  4. Mostre que errar é humano e que esforçar-se para reparar o erro é a melhor saída: uma criança que cresce achando que não pode errar fatalmente se sentirá insegura (porque em algum momento ela perceberá que o erro é inevitável!). Deixe que seu filho veja que você também erra – mas que se esforça para não repetir o comportamento, bem como tenta ao máximo consertar a situação. Dessa forma, saberá o que fazer quando for sua vez.
  5. Nunca deixe de dizer o quanto você o ama: você já reparou como nosso cérebro se esquece facilmente daquilo que não houve com frequência? Por isso ouso dizer que não é muito dizer a um filho, todos os dias, que você o ama. Tem sensação mais gostosa do que deitar a cabeça no travesseiro e perceber-se muito amado?

 

(Foto: Getty Images)