Comportamento

Dicas para comer fora com as crianças

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Você acha que seu filho se transforma em um monstrinho quando chega ao restaurante? Algumas dicas podem resolver a questão!

Dicas para comer fora com as crianças

Outro dia saí para almoçar fora com Catarina, apenas nós duas. Confesso ter ficado feliz com o sorriso que as pessoas ao lado abriam: "puxa, mas que gracinha! Ela é sempre tão comportada assim?". Bem eu sei que não, que a pequena poderia ser um monstrinho quando está de mau humor. E que para que aquela cena bucólica de mãe e filha comendo calmamente em um restaurante acontecesse, uma extensa preparação deveria ter acontecido.

Durante esses anos de maternidade aprendi que levar um filho para comer fora pode ser uma experiência muito gostosa, ou simplesmente horrorosa. E não é preciso de muito para descobrir qual será o fim da história. Quer ver? Então responda algumas perguntas: o que seu filho faz quando está com fome? Quando está irritado com o ambiente? Quando não tem distrações e se cansa de uma mesma atividade? Provavelmente ficará impaciente, até o ponto do choro (para os menores) ou dos berros (para os maiores). E aí todo o passeio terá ido por água abaixo.

Por isso, antes de chegar a um restaurante, já pensei em vários passos para que a refeição em família seja prazerosa - sem crianças chorando, sem pais se descabelando. A seguir eu compartilho as dicas com vocês:

- A escolha do local: é simplesmente fundamental. Prefira locais claros, arejados (crianças em geral não gostam de penumbra) e com serviço rápido. Aquele restaurante que você adora pode ter o melhor peixe da cidade, mas se os pratos costumam chegar em 40 minutos, vá sem filhos. Se houver um espaço de brincadeira, ótimo! Mas explique ao pequeno que ele poderá brincar depois que a família acabar de comer (do contrário você pode sair do local de barriga vazia como (quase) aconteceu comigo.

- O horário: tirar uma criança de sua rotina tem um preço, e pagá-lo durante um almoço em público provavelmente não é uma boa decisão. Vão sair para comer? Prefira que isso aconteça no horário em que a criança já está acostumada. Ou dê algo para que ela coma antes de sair de casa (das vezes em que achei que bastaria pedir uma entrada para esperar os pratos, me dei mal - a fome da pequena já havia chegado e o escândalo começado!

- A companhia: sair com amigos ou familiares que também têm filhos pequenos costuma dar muito certo. Primeiro porque aquelas pessoas já estão acostumadas com a dinâmica de uma criança - comida caindo fora do prato, tentativas de se jogar do cadeirão... E, claro, porque um distrai o outro, o que permite que você tenha alguns minutos de conversa à mesa.

- Os itens primordiais: especialmente até os dois anos, não se esqueça do carrinho, da mamadeira, da chupeta, e de tudo aquilo que faz seu filho se sentir confortável para dormir. Se seu bebê não dorme em restaurantes de forma alguma, respeite o limite de seu cansaço e saiba quando é a hora de ir embora.

- A distração: para evitar que seu filho fique entediado, leve brinquedos com os quais possa se divertir sentado. Vale um livro, um caderninho de adesivos, desenhos para pintar, e, eventualmente, até um tablet. Não, não sou contra seu uso, desde que seja feito com moderação. Porque a refeição em família é um momento em que a criança também deve interagir com quem está ali (e não se enfiar durante todo o tempo em um joguinho). Mas se o papo está se prolongando, vale utilizá-lo para ganhar mais meia hora até o fim do passeio.

(Imagem: arquivo pessoal)