Comportamento

Garotos, aprendam como falar com meninas!

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Quando estamos perto da adolescência (e dentro dela também) os amigos e a tribo à qual pertencemos ganham uma importância imensa. E a opinião deles conta o dobro

Garotos, aprendam como falar com meninas!

Quem sabe entender, explicar e resolver melhor os dramas de um pré-adolescente? Os adultos à sua volta, um amigo ou uma criança da mesma idade?

Eu sempre achei que os adultos tinham mais peso e valor instrínseco, mas as crianças ganhavam na relevância. Quando estamos perto da adolescência (e dentro dela também) os amigos e a tribo à qual pertencemos ganham uma importância imensa. E a opinião deles conta o dobro. Assim me pareceu com o sucesso do livro Como falar com meninas, escrito por um garoto de 10 anos, Alec Greven, que dá dicas para falar tanto com garotas, quanto com a mãe e o pai, resultado de conselhos que ele colheu entre colegas no horário do recreio.

O interessante é que tudo partiu de um projeto de escola: diante da tarefa de escrever um livro, ele se viu sem tema e resolveu escrever sobre as conversas e dicas que tinha para conseguir interagir com o sexo oposto.

O livro ficou tão legal que foi publicado pela escola. A partir daí, Alec começou a dar entrevistas e num programa nacional de TV conseguiu contrato com uma grande editora. Tudo baseado na naturalidade com que conversa sobre temas tão complicados nesta fase da vida dos meninos e meninas: a interação com o outro, a aceitação no grupo e os primeiros ensaios nos papéis adultos. 

As dicas eram muito engraçadinhas:

- Se você for tímido, escolha uma menina que fale muito

- Não se desespere em nenhuma situação. As meninas não gostam de meninos desesperados.

- Se conseguir conquistar uma menina, não comemore na frente dela.

- As meninas vencem a maior parte das discussões e quase todo poder é delas.

- É bom elogiar a menina. Mas não exagere.  Vai parecer que você está se esforçando demais. 

;)

Conversei com meu filho sobre os conselhos que vimos na matéria e foi divertido ouvir seus comentários. Nesta geração, que se comunica com os colegas por Whatsapp, em tempo real e praticamente o tempo todo, quantas conversas e conselhos devem surgir? Aposto que dariam livros de autoajuda bem legais!

Que tal conversar com os seus pré-adolescentes também e depois nos contar aqui o que eles disseram?