Comportamento

Quem tem medo das longas férias escolares?

Por Patrícia Cerqueira
@Comida Boa Muda Tudo

Eu tenho, porque o recesso de verão das crianças vai durar dois meses por aqui. Mas o meu, não!

Quem tem medo das longas férias escolares?

Todo final de ano é a mesma coisa e eu não me acostumo: as aulas terminam muito antes do que eu gostaria!

Com o Samuel, a coisa se agravou ainda mais porque, desde que entrou no fundamental 2, as aulas dele terminam em novembro e só recomeçam em fevereiro.

Miguel, que está no fundamental 1, ainda tem aula até o final da primeira quinzena de dezembro. Essa dicotomia entre os dois não ajuda em nada o ritmo da família, porque ficamos com um filho cá e outro lá. Eu acho que as aulas dos dois deveriam ir até o dia 23 de dezembro (rsrsrs).

E, portanto, não consigo fazer atividades com Samuel porque tenho de buscar o irmão no meio do dia - e também porque o trabalho nessa reta final de ano ganhou um ritmo acelerado e dobrado.

Assim, o garoto fica praticamente por conta própria para se distrair e, invariavelmente, se aloja na frente do computador e lá é capaz de ficar muitas horas seguidas. 

As longas férias de verão me assustam pelo excesso de ócio e de horas livres das crianças e pela minha falta de tempo livre para criar alternativas tão legais e sedutoras quanto as telas.

Em dezembro, ainda consigo levá-los para as atividades físicas semanais. Mas essas também entram em recesso em janeiro, mês que costumo tirar alguns dias de folga. Só que não são apenas alguns dias. 

Daí que, sem ter o que fazer, os meninos logo ficam entendiados e recorrem ao computador, pois podem jogar online com os amigos, interagir.

Mesmo assim não é uma atividade para se manter por longas horas. Diversos estudos já mostraram que não é saudável. 

Quando a criança gosta de alguma atividade fisica, fica mais fácil, pois basta uma bola para se distrair e interagir. O problema está quando ela não gosta de nenhuma, apenas daquelas que movimentam os dedos - caso do meu filho mais velho.

Eu me senti culpada por não ter tempo disponível para oferecer alguma alternativa aos jogos eletrônicos, pois sei que ele ainda é pequeno para tomar determinadas iniciativas.  

O jeito é chamar para a cozinha e para atividades domésticas. 

Eu estou precisando de dicas de quais atividades oferecer ao meu adolescente de férias enquanto eu trabalho. Você tem alguma?

Beijos,
Patricia

(Foto: Getty Images)