Comportamento

Redes sociais favorecem a troca de figurinhas

Por Paula Rizzo

Colecionadores contam com uma ‘mãozinha’ da tecnologia para completar álbuns

Redes sociais favorecem a troca de figurinhas

Em tempos de redes sociais, colecionar figurinhas se tornou uma tarefa mais fácil. São muitos os grupos que promovem a troca. Muitas vezes grupos fechados de comunidades escolares, clubes, condomínios em redes como o Facebook e o Whatsapp. Mas há também muitas comunidades de grupos mais amplos, como um grupo fechado que reúne mais de 13 mil colecionadores no Facebook. Foram criadas até redes especiais com esta finalidade, como o Troca de Figurinhas.

Não que a troca não aconteça como sempre aconteceu: nas portas de escola, nas pracinhas, padarias, supermercados, proximidade de bancas e clubes. Mas, com a tecnologia, hoje fica mais fácil encontrar as figurinhas que faltam para completar o álbum.

E com os álbuns da Copa do Mundo, a febre não é só entre crianças, mas entre adultos também. Assim, muitas destas práticas que já aconteciam em menor escala, ganharam maior projeção.

As pessoas usam as mais diversas técnicas para completar seus álbuns em pouco tempo e com o menor investimento possível. E isso tem acontecido tanto com o álbum oficial da Panini como o já tradicional Copa Disney, que a Editora Abril edita desde 2002 e que traz mais de 100 personagens de Walt Disney como personalidades do futebol, reproduzindo fatos históricos do esporte e brincando com regras e curiosidades.

Os aplicativos ainda dão uma força extra: se antes era preciso anotar os números das figurinhas que faltavam para completar o álbum, hoje estão começando a aparecer soluções high tech. Quem saiu na frente neste caso foi a Panini. Ciente de que 649 figurinhas é algo difícil de se gerenciar, a própria editora disponibiliza um aplicativo gratuito e em português para dispositivos móveis com sistema iOS e Android que permite armazenar, em um único lugar, os dados sobre as figurinhas que possui, as repetidas e quantas faltam para terminar o álbum.  

É interessante ver o envolvimento das famílias neste hábito de colecionar e trocar que muitas vezes passa de pai para filho. Até por esta questão geracional, observa-se que mesmo com a facilidade nas trocas via internet e redes sociais, os encontros presenciais entre colecionadores ainda mobilizam muita gente. E não raro vemos adultos trocando com crianças, pais/mães com filhos, avós com netos…

E, independente se acontece de maneira física ou virtual, vemos que as redes sociais vem sendo amplamente utilizadas para ajudar na troca. Mesmo os encontros físicos muitas vezes são organizados através destas redes.