Educação e Desenvolvimento

A arte de disciplinar

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Cantinho do castigo, bronca ou uma boa conversa? O que de fato funciona em meio a um ataque de fúria?

A arte de disciplinar

Minha filha Catarina virou uma "adolescente". Não, ela não tem doze ou treze anos, mas desde o ano passado começou a testar todos os limites, assim como um jovem dessa idade. Com apenas dois anos, aquele bebê fofinho se transformou na menina que só dizia não, e agora, aos três, a odisseia continua!

Com mais elementos para argumentar, as crises de birra começaram a ficar mais suaves; por outro lado, ela já consegue distinguir com mais facilidade o certo do errado (e quando teima em fazer o que não deveria é por puro enfrentamento!). 

Nessas horas, penso que toda mãe se pergunta se está educando o filho da melhor maneira. Não sei se nossa memória é altamente seletiva, mas recordamos de nossas atitudes na infância e nos consideramos mais bem educados (concorda comigo? E aí você raciocina: "certa estava minha mãe! Ela, sim, é que sabia educar!").

Nessa busca por trazer um pouco de ordem à casa e de disciplina à vida de Catarina, já testei vários métodos, e minha conclusão sobre eles eu conto a seguir (lembrando que não sou especialista em comportamento humano, apenas uma mãe que adora fazer observações e apontamentos sobre a maternidade!).

Cantinho do castigo: funciona bem por aqui, mas não da forma que você está imaginando. Se eu acho que só de permanecer sentada por alguns minutos a pequena entende que fez algo errado e se arrepende? Claro que não! Mas é o tempo que ela precisa para se acalmar (e, cá entre nós, eu também! Enquanto ela dá seu "chilique" na cadeira que estabelecemos como cantinho do castigo, eu tomo um copo de água, conto até dez e peço a proteção de todos os anjos!). Depois de cumprido o tempo estabelecido, ambas com a adrenalina mais baixa, conseguimos passar para o método de número 2: conversar.

Conversa: desde pequena eu tento explicar à minha filha o porquê de determinada decisão. Percebo que, conforme o tempo passa, a conversa tem se demonstrado mais efetiva (afinal, seu grau de entendimento cresce a cada dia), mas sei que ela não resolve 100% dos casos de birra. Quanto mais me alongo no papo, menos efetivo ele é - por isso, minha dica para quem deseja tentar com os filhos é: fale de forma inteligível à idade do filhote e seja breve. O resto é perda de tempo! E se não resolvemos o problema aqui, passamos para o método 3: a bronca.

Bronca: esse era o método favorito da minha mãe. E por muitos anos eu me perguntei: "por que ela ficava tão furiosa? Será que não bastava explicar com calma?". Hoje eu sei: tem horas que não basta! E aí, fazer aquela cara de "Malévola se transformando em um dragão" coloca ordem na casa. Ah, se põe!!!