Educação e Desenvolvimento

Os principais acertos na alimentação infantil

Por Patrícia Cerqueira
@Comida Boa Muda Tudo

Fazer o filho grande comer bem não é difícil. Deixo aqui algumas medidas que tomei para consertar o rumo da alimentação dos meus meninos

Os principais acertos na alimentação infantil

Tem criança que não come, que vira a cara, que regurgita a comida, que come sempre a mesma coisa. Mas também tem criança que come bem, come de tudo. Depois de entender e aprender com o paladar do meu Miguel, mudei a minha postura na hora de fazer e servir as refeições.

Entre as principais medidas tomadas, reduzi as minhas expectativas em relação à quantidade que meu filho iria comer e também li bastante sobre o assunto. Não é fácil. Mas também não é difícil. É um aprendizado, como ler: leva tempo. Preciso de paciência e… paciência. Deixo aqui dez sugestões:

1) A fase da introdução de alimentos é crítica e de muito estresse para as mães e bebês. Entender que é uma FASE, um período de treinamento, de aprendizado, de acostumar o paladar, fica muito mais fácil e diminuiu as expectativas de achar que a criança vai aceitar tudo e comer como um glutão. Alguns fazem isso. Mas muitos, não. Então, vá com calma.

2) Uma vez que o bebê se acostumou com os sabores “salgados”, está na hora de mudar de novo. Agora é a vez da consistência, da papa quase líquida para uma papa com pedaços. E, novamente, um momento de muito estresse, principalmente, para os bebês, que não sabem o que é aquela coisa “grande” na boca. Muitos rejeitam essa nova consistência. Choram, resistem. Não se pode cair na armadilha do retrocesso e voltar à papa líquida. Só piora. Como a fase anterior, essa também é de aprendizagem e requer estratégias divertidas, bom-humor, paciência e firmeza.

3) A mãe decide o que a criança vai comer, onde vai comer e o horário das refeições. A partir dos 2 anos, a criança decide quanto vai comer. Logo, não encha demais o prato de comida. Criança pequena tem estômago pequeno.

4) Não oferecer e deixar à vontade comidas e bebidas açucaradas, pois essas tiram a fome grande, a da refeição principal. Daí, que a criança está sempre com apetite de passarinho ou aquelas que têm pouco apetite, por causa das balas e doces, estão sempre sem fome. Fora que açúcar dá cárie.

5) Evitar ao máximo fazer as refeições na frente de telas ou sentada no sofá. Refeição se faz à mesa. Mas quando o bicho pega, ninguém vai morrer se um livro for para a mesa ou um brinquedo decidiu fazer a refeição junto com a criança.

6) Aceitar a bagunça natural da falta de coordenação motora dos pequenos. Mas até a bagunça tem limite. Não vale jogar comida na parede. Pois isso é falta de educação, falta de limite.

7) Para os períodos de transição de textura das papas, oferecer finger foods, as comidas em pedacinhos para serem colocadas na boca, é um artifício muito legal e bem aceito pelas crianças.

8) Criança deve ter uma colher para ela, pois gosta de ter autonomia.

9) Jamais trocar a refeição por leite. Essa dica não inclui o período de introdução de alimentos, lá pelos 5, 6 meses. Se a criança mais chorou, berrou, se jogou, trancou a boca do que comeu, dê uma colher na mão dela ou comidinhas finger foods e a deixe no controle de como levar à boca e o que levar à boca. Não dê leite.  

10) Não brigue - ou pelo menos tente não brigar. Deixe a criança comer o que ela quer e na quantidade que ela deseja. Não barganhe nem faça da sobremesa uma moeda de troca do tipo “se você comer a cenoura eu deixo você comer a sobremesa”. A criança precisa entender que precisa comer a cenoura ou qualquer outro legume porque o corpo precisa e não porque vai ganhar uma recompensa.

11) O Plus: goste de cozinhar e divirta-se com seu filho à mesa.

Beijos,

Patricia