Educação e Desenvolvimento

Quando a criança tem restrições alimentares

Por Helena e Joana Cardoso

Como lidar com tamanha frustração?

Quando a criança tem restrições alimentares

Tudo o que se espera para uma criança é que ela tenha saúde e liberdade para brincar, correr, pular e, claro, comer. 

Mas algumas delas, por problemas genéticos e/ou ambientais, desenvolvem doenças que as impedem de viver como a grande maioria.

Crianças com restrições alimentares, como diabetes, doença celíaca ou intolerância a algum alimento, costumam causar enorme comoção nos adultos.

A tendência é sentir pena, como se essas crianças não pudessem ter uma vida normal.

Todas as dificuldades em decorrência dessas restrições podem ser superadas se apoiadas por um adulto. Não se deve tratar a criança como doente.

O fato de ela ter uma restrição não a impossibilita de ter uma vida saudável, respeitando suas possibilidades.

É claro que possui uma doença que exige cuidados especiais na sua alimentação, porém, pode viver e desfrutar de muita saúde, caso bem apoiada.  

O papel dos pais é capacitar seus filhos para que tenham conhecimento sobre os limites que seu corpo impõe, mas também apresentar um mundo de possibilidades para, apesar disso, serem felizes.

A maneira como seu filho lida com suas impossibilidades é também reflexo de como você lida com as impossibilidades dele.

Se você mostra que, apesar de ter algumas restrições, ele tem plena capacidade e possibilidade de viver bem, o sentimento não será de perda (da liberdade de comer o que quiser), mas, sim, de muita liberdade, diante do conhecimento do que pode ou não comer.

Por Helena Cardoso

(Foto: Morguefile)