Educação e Desenvolvimento

Rotina e regras... No fim, eles gostam!

Por Daniela Folloni
@blogitmae

Por que a gente não precisa se sentir culpada por ser a general da casa

Rotina e regras... No fim, eles gostam!

Ontem, no carro, na volta da escola, minha filha de 6 anos me pergunta: "Mamãe, o que a gente vai fazer agora?". Respondi que a gente estava indo para casa, para almoçar. E então o menor, de 4 anos, replicou: "Não, mamãe, a gente quer saber tuuudo o que a gente vai fazer". Ah! Entendi. Eles querem detalhes, muitos detalhes. Então, comecei: "Vocês vão chegar em casa, tirar o tênis na varanda para não sujar o quarto de areia (eles brincam na areia na escola e o tênis vem cheio), lavar a mão..." E então a Bela me interrompe: "Posso lavar a mão e depois tirar o tênis?" Disse que sim. "Então tá bom, mamãe. E o que mais?" Continuei. "Então... vocês vão almoçar, comer uma frutinha, trocar de roupa e ir para o inglês. Depois do inglês, tomar banho e aí pode assistir um pouco de D.P.A. ou brincar com seus brinquedos, jantar e dormir. Combinado?". E essa rotina se repete, com poucas variações, ao longo da semana inteira. De verdade, meus filhos até já sabem o que têm de fazer, mas gostam de ouvir, gostam que eu repita (mesmo que muitas vezes, na hora do vamos ver, se recusem a cumprir tudo - vida de mãe não é fácil! rsrsrs).

Muitas vezes a gente acha que crianças, por ser serem ativas, criativas e livres se sentem amarradas com a rotina. E até se sente chata, insistente e ditadora de regras. Faz porque tem de fazer. Mas, diante do pedido dos meus filhos, tive a comprovação de que eles gostam, sim, de ter uma série de tarefas previsíveis. Assim podem entender seu dia e se organizar. Acho importante pensar o seguinte:

- Falar nunca é demais. Por mais que a gente se considere repetitiva. Dizer como vai ser o dia todo, ajuda as crianças a entenderem quais são as regras e assimilarem.

- Fazer um mix de obrigação com diversão ajuda os pequenos a saberem que terão hora para tudo e topem fazer o que é preciso sem tanta manha para depois fazer o que querem - e vice-versa.

- Nenhuma das tarefas tem de ser pontuada pelos pais como chata. Ou seja, tomar banho não é mais chato que brincar, comer não é mais chato que jogar no iPad... Muitas vezes, a gente mesmo coloca um peso negativo em cima das obrigações já prevendo que as crianças consideram aquilo desagradável de fazer. Sim, algumas crianças resistem (sempre ou em algumas fases), mas a gente precisa manter o pulso firme e dizer o que tem de ser feito, sem embarcar na onda deles de que aquilo é motivo para sofrer.

- Dizer não muitas vezes e colocar limites faz parte do pacote de rotina e regras. Não se sinta culpada por isso. Às vezes, a gente até se cansa desse papel de Sra. Regras e Limites, mas é assim que vamos ajudar nossos filhos a serem crianças centradas, organizadas, felizes... e certas de que existe alguém que se importa em ensinar o que é certo e errado para eles.

(foto: arquivo pessoal)