Educação e Desenvolvimento

Como explicar a morte para criança?

Por Helena e Joana Cardoso

A maneira como a notícia é dada faz toda a diferença no entendimento e aceitação da questão. Saiba como agir

Como explicar a morte para criança?

Além de toda dificuldade do luto de alguém próximo, muitas vezes temos que lidar com a seguinte questão: como contar isso para seu filho?

Se essa noticia não é fácil para ninguém, imaginamos que, para a criança, possa ser intolerável. Diante desse pensamento, muitos julgam que o melhor a se fazer é inventar uma história convincente ou fantasiar o ocorrido.

Percebo que nenhum desses casos é saudável para o desenvolvimento da criança. A morte gera muita curiosidade e, naturalmente, muitas questões. Sendo assim, para sustentar a história mentirosa, será necessária uma série de outras histórias não verídicas.

No momento da descoberta vai haver, além da decepção de ter confiado em algo que não era verdadeiro, a percepção de que aquela pessoa mentiu, mesmo que com boas intenções.

O melhor a se fazer é contar a verdade de uma maneira que possa ser compreendida dentro da realidade infantil. É uma oportunidade de gerar e saciar toda a curiosidade desse mistério causado pela morte.

Quando nos mostramos à vontade com o tema, a morte pode ser entendida e encarada de forma mais leve. Esse vai ser um ótimo instrumento para seu filho levar na vida e recorrer quando a questão se repetir.

É importante sermos claras e pacientes e não querer se livrar do problema contando que o vovô virou estrela ou foi para uma viagem bem longe e não volta mais.

É importante esclarecer todas as questões que surgirem, mas não é necessário obrigar a escutar os detalhes se a criança não parece interessada.

Cada um tem seu tempo, então o limite é dado pela criança, que vai mostrar o que ela demanda naquele momento. Sem abuso de informação se aquilo parece demais para ela.

Então, você pode começar com: “Como você sabe, o vovô estava doente, morreu, e agora não vamos poder mais vê-lo pessoalmente, mas sempre poderemos pegar suas fotos quando sentirmos saudades”... Essa pode ser uma boa introdução para iniciar uma conversa que vai ser ditada pelo tamanho da curiosidade infantil.

Por Joana Cardoso

(Foto: Morguefile)

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