Família

5 medos que toda recém-mãe tem

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Além de uma imensa alegria, a chegada de um filho traz dúvidas e angústias. Saber que elas são comuns é o primeiro passo para se libertar e ser feliz!

5 medos que toda recém-mãe tem

O parto é um dos momentos mais marcantes e significativos na vida de uma mulher. Trazer ao mundo um bebê que "morou" nove meses dentro de sua barriga é mágico, um verdadeiro milagre. Você olha para aquele ser tão pequenininho e agradece o presente que recebeu, ao mesmo tempo que tem seu coração invadido por uma alegria tão grande, que parece não caber no peito.

Mas a verdade é que também surgem dúvidas, angústias, porque a maternidade não vem com manual de instruções. São apenas os erros e acertos que farão com que você aprenda a ser a mãe que sonhou em se tornar.

Se você conversar com mulheres que já passaram por esse processo, perceberá que alguns medos são comuns. No fundo, temos receio do desconhecido, das mudanças intensas que um bebê provoca ao nascer, de não conseguir cuidar de sua estrutura tão frágil, uma vez que ninguém nos ensinou exatamente o que fazer.

Podem dizer que ser mãe é um conhecimento que se acessa naturalmente, mas poucas vezes vi isso de fato acontecer. Quanto mais me envolvo com o mundo da maternidade, mais percebo que essa fase é natural e necessária para que a gente se descubra forte o bastante para cuidar de um filho.

A seguir, eu falo das 5 maiores aflições pelas quais uma recém-mãe passa. Se você também sentiu isso, acredite: não é mera coincidência.

1) Medo de voltar para casa com o bebê. Assim que o bebê nasce, tudo o que desejamos é levá-lo para o aconchego do lar. Mas quando o momento chega, você sabe que não poderá mais contar com a ajuda de médicos, enfermeiras e de toda a infraestrutura da maternidade. "Dá para ficar mais um pouquinho?", você pensa. Nessa hora, abrace seu filho, conte a ele que a aventura está apenas começando e siga em frente. Tudo dará certo!

2) Medo de não ter leite suficiente. Isso sim é instintivo em uma mãe: a necessidade de nutrir o bebê. Ao menor sinal de choro, você acha que é fome! Beba muito líquido, alimente-se bem, descanse o máximo que puder e deixe o bebê mamar em livre demanda. Assim, as chances de sua produção de leite ser grande aumentam muito! 

3) Medo de não saber identificar o motivo do choro. Fome, cólica, fralda molhada ou ausência da mãe? Por que, afinal, o bebê chora? Por vezes a dúvida é angustiante; você tenta todas as possibilidades e nada faz com que ele pare. Nesse momento, uma dica: peça para outra pessoa (seu marido, sua mãe, sua sogra, uma amiga) cuidar um pouco do bebê. Você pode descobrir que a exaustão pode tornar o problema maior do que realmente ele é (ou que seu grau de nervosismo pode afetar o bebê! Aqui aconteceu: foi só mudar de colo que minha filha parou de chorar instantaneamente!).

4) Medo de nunca mais dormir uma noite inteira. Nos primeiros dias (ou meses), em que você acorda quatro, cinco vezes por noite, acha que não conseguirá sobreviver a esse período. Só quem já teve um filho sabe as consequências da provação constante de sono - chega a ser desesperador! Quando achar que nunca mais conseguirá dormir uma noite inteira, lembre-se daquela máxima: "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe". Tenha paciência, durma durante o dia (quando o bebê dormir), que como num passe de mágica tudo melhorará. Eu prometo!

5) Medo de não ter a vida de volta. Você desejou tanto o bebê, que não entende por que sente falta da vida que levava a dois? Não estranhe, nem se culpe - esse sentimento é absolutamente normal! Viver 24 horas em função de um bebê (que é o que acontece nos primeiros meses), não é fácil e pode gerar sentimentos contraditórios. E antes que você se desespere, vou te contar algo: minha filha tem três anos e já consegui alguns momentos sozinha com meu marido (inclusive viajamos um fim de semana sem ela! Olha que evolução!). Aos poucos, você vai conseguindo retomar suas atividades - o trabalho, uma ou outra saída, um papo com as amigas... A vida fica novamente florida, mas agora com cores muito mais bonitas.

(Foto: Getty Images)

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