Família

Como a gente vira mãe?

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Afinal, em qual momento da sua vida você descobriu o sentimento da maternidade?

Como a gente vira mãe?

Na semana passada consegui tirar um tempinho para almoçar com as amigas. Esses momentos são ótimos para diminuir o estresse da rotina, dar boas risadas, e sempre rendem papos interessantes. Todas nós que estávamos ali dizíamos a mesma coisa: como é bom sentir que ainda há uma parte de você que existe independente dos filhos! Porque o sentimento de maternidade chega com tamanha força que, na maior parte do tempo, você só consegue se enxergar como mãe (embora seja muito mais do que isso).

Enquanto conversávamos, surgiu a pergunta: mas, afinal, como e quando a gente vira mãe?

Algumas me disseram que o sentimento da maternidade tinha chegado junto com o resultado positivo do teste de gravidez; que no momento em que souberam que existia uma vida crescendo dentro dela, passaram a fazer tudo em função do futuro bebê. O que comiam, o que liam, o que pensavam, tudo estava relacionado ao fato de estarem em gestação (e eu pensei: “puxa, é verdade, minhas escolhas também começaram a mudar a partir desse momento).

Outras me disseram que se transformaram em mães no momento do parto, ao ver seu bebê pela primeira vez. Foi ali que se descobriram como responsáveis por aquele pedacinho de gente, que perceberam que fariam de tudo para protegê-lo, que tiveram medo de levá-lo para casa e não saber cuidar, e que ao mesmo tempo tiveram certeza de que tudo daria certo, simplesmente porque fariam de tudo para que seus filhos fossem felizes (e nesse ponto eu também concordei, pois senti da mesma forma!).

E então chegou minha vez de falar, e eu disse que me sentia virando mãe a cada dia. Porque é incrível como o convívio diário com o filho mostra facetas da maternidade que somente se descobre experimentando!

Você passa a entender que o amor é construído em cada carinho, em cada dificuldade ultrapassada, em cada sorriso do pequeno. Você se pega fazendo coisas que poucos meses ou anos antes disse que não faria de jeito algum, simplesmente porque era o melhor a se fazer naquele momento.

Você percebe que ser mãe de bebê é diferente de ser mãe de criança pequena, de criança maior e de adolescente (e quando começa a ficar fácil, eles crescem e você tem que reaprender a se relacionar com seu filho de outra maneira, em outra fase de sua vida!).

Enfim, para mim é como se o sentimento de maternidade fosse chegando de mansinho, desde o momento do beta-HCG positivo, e se transformasse a cada amanhecer.

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