Família

Criança fora da rotina

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Fins de semana, feriados, viagens... Quando os pequenos saem da rotina diária, a casa pode virar um caos!

Criança fora da rotina

Na última terça-feira, após quatro dias de feriado, recebi um e-mail desesperado de uma leitora. Com um bebê de três meses em casa, sua Páscoa havia sido muito diferente do planejado. "Viajamos com o pequeno e ao invés de descanso, eu só encontrei frustração. Meu filho teve cólicas terríveis, assustou-se com pessoas estranhas, dormiu mal e não me deixou pregar o olho!".

Ah, como a história me soou familiar!

Até hoje, com três anos de idade, sinto em Catarina os efeitos da mudança na rotina aos fins de semana e feriados. Basta um soneca fora de hora para que a noite seja recheada de acordadas durante a madrugrada. E, consequentemente, minha filha se transforma em um pequeno mostrinho na manhã seguinte, por não ter tido um sono repousante.

Então vocês me perguntam: "você acha que não se deve sair de casa com um bebê, ou criança pequena? Não é possível flexibilizar os horários nos dias em que os pais estão em casa?".

Não, nada disso. Acho que, sempre que possível, os pais devem aproveitar os fins de semana com os filhos, estando em casa ou em um programa externo. E que mudanças na rotina fazem parte, pois não se pode colocar os filhos em uma bolha com pressão e temperatura controladas. Mas... Existe um preço a ser pago por isso. E, como dizia minha mãe, quanto mais nova a criança, maior o caos provocado quando as refeições e a hora de dormir são afetadas.

Acredito também que existem bebês e bebês, crianças e crianças. Ou seja, que alguns pequenos são mais irritáveis quando saem de sua rotina habitual, enquanto outros parecem mais tranquilos se ficam fora de casa até tarde, ou se comem alimentos a que não estão acostumados.

Por isso, acho que cabe apenas aos pais decidir se vale a pena ou não levar a criança à festa que começa às 21 horas; à viagem para o Vietnã para a qual a família inteira está animadíssima; ao restaurante maravilhoso que está sendo inaugurado, mas que só serve comida indiana.

Assim, aprendi a deixar de lado os palpites que vêm de todos os lados (e que, apesar de bem-intencionados, desconhecem o outro lado da moeda - o do filho que passará dias chorando, e o da mãe que sentirá vontade de chorar junto!).

A parte boa é que, conforme eles crescem, as saídas da rotina se tornam menos estressantes. Às vezes, é preciso apenas um pouco de paciência para que se chegue ao equilíbrio entre o que você deseja fazer e o que seu filho precisa para se sentir bem. 
 

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