Família

Criar filhos no exterior

Por Helena e Joana Cardoso

Um desafio em dobro

Criar filhos no exterior

Criar filhos é sempre um desafio. Quando pensamos em fazê-lo fora do nosso país, com certeza teremos esse desafio dobrado.

Existem, claro, muitas vantagens quando pensamos em um lugar mais desenvolvido, menos violento e com uma melhor qualidade de vida. Entretanto, o momento da criação dos filhos é quando mais nos deparamos com as nossas próprias raízes, com quais foram nossas referências e o que recebemos dos que estavam ali para nos ensinar.

A cultura de onde você vive, naturalmente, terá grande influência sobre seu filho. Por isso, é preciso um esforço maior da sua parte para que os seus valores, a sua cultura e a sua história tenham um peso importante também no que ele vai ser, em quem vai se tornar.

A ideia não é que ele se sinta um estrangeiro onde vive, mas que tenha também certa identificação com seu país de origem. Afinal, apesar dele não morar lá, sua família é parte dele, do que o constitui.

É importante, por exemplo, que a língua materna seja usada para comunicação entre mãe e filho. Essa é uma forma do seu pequeno se sentir mais próximo a esse lugar de onde seus pais vieram. A ideia é que a cultura do país materno se torne familiar e ele se sinta acolhido por essa origem.

Viajar de férias para a cidade dos pais também é interessante. Caso não seja possível, é válido contar histórias de lá, da família e da sua vida anterior a mudança. Essa é outra forma de viajar.

Lembre-se que a sua vida não começou nesse novo país e, portanto, a história do seu filho também não. Ela só pode ser verdadeiramente entendida se levada em consideração a história de seus pais, avós e bisavós. Apesar da distância, a criança pertence a essa família.

Por Joana Cardoso

(Imagem: MorgueFile)