Família

Existe vida após o divórcio

Por Helena e Joana Cardoso

Os novos casamentos e a família que construímos a partir de então

Existe vida após o divórcio

Passado o período de separação, a vida segue. Muito se pensa sobre esse momento, como ficariam os filhos, como se estabeleceria essa relação de ex, com quem ficaria a guarda. Mas pouco se pensa sobre a vida após a crise.

O divórcio não é o fim. É um recomeço.

Existe, claro, um ajuste a se fazer quando o casamento acaba e tudo tem que se estabelecer de uma nova maneira. Porém, é quando esse ex-casal se casa novamente, com novos parceiros, que a maior mudança acontece.

Agora são duas famílias se unindo, e é preciso flexibilidade e muita conversa para que se consiga transformá-las em uma só, a família recasada.

O conceito de “o meu, o seu, os nossos filhos” parece uma grande família unida, mas esconde todas as dificuldades e obstáculos para que ela de fato exista.

Em um casamento, naturalmente, cada um já traz para seus filhos os valores, tradições e heranças da sua família de origem. Na família recasada, existe a influência dessas duas, acrescida pela do novo marido ou mulher, que ainda pode vir com filhos, trazendo também, de alguma forma, um pouco da família da ex-mulher ou ex-marido embutida nos filhos.

Se você vive nessa nova configuração familiar, fique atento para que não caia na tentação de achar que a criação da família do outro é errada ou pior que a sua.

Lembre-se de que cada um veio de um sistema que ensinou de uma forma particular e diferente da sua, e assim como você, ele também admira muito o que recebeu e tem vontade de passar para seu filho, como uma forma de pertencimento.

Não existe certo e errado, melhor ou pior, existe a interpretação de cada um através de filtros também muito particulares.

Por Joana Cardoso

(Imagem: MorgueFile)