Família

Mãe é tudo igual? Ah, não é não!

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Dizem que mãe só muda de endereço. Mas se você observar com maior cuidado, vai ver que a verdade é bem diferente!

Mãe é tudo igual? Ah, não é não!

Desde que comecei a escrever em janeiro de 2012, tenho falado sobre maternidade praticamente sete dias por semana. Eu digo que pela manhã sou mãe (ficou com minha filha em casa, brinco, dou almoço e a levo para a escola), à tarde sou blogueira e à noite sou um misto de esposa, dona de casa e de todas as funções anteriormente descritas.

Respondo mais de cinquenta mensagens por dia, sem falar em comentários nas redes sociais e no meu blog pessoal. Resumindo: eu conheço tantas mães que já não consigo estimar quantas são!

E todas as vezes em que escrevo um post com o qual as leitoras se identificam, fico pensando em quantas coisas todas nós, mães, temos em comum. Lutamos com unhas e dentes por um filho, e muitas vezes colocamos sua felicidade acima da nossa. Aguardamos sua chegada com ansiedade, nos desdobramos nos cuidados diários, choramos, rimos, nos orgulhamos... Sentimos que o melhor pagamento do mundo é um sorriso, e que não há nada que possa nos ferir mais do que sua lágrima. E pensando em todas essas reações, comuns a todas as mães que conheço, eu poderia chegar à conclusão de que o ditado "mães são todas iguais, só mudam de endereço" estaria certo. 

Mas quanto mais mergulho no mundo da maternidade, mais vejo que isso não é verdade. Somos todas muito diferentes uma da outra, com alguns pontos parecidos. Encaramos o parto, a amamentação, a educação de um filho com filtros culturais e ditados pela sociedade que nos rodeia. E isso faz cada uma de nós única - inclusive com um tempo e espaço definidos. Hoje, eu sou uma mãe para Catarina; amanhã, certamente, serei outra. E se tivesse um segundo filho, também seria uma mãe diferente para cada um deles.

Assim, cheguei à conclusão de que:

- Há mães que nunca teriam um parto normal, porque não podem pensar em sentir dor.

- Há mães que não cogitariam uma cesárea, porque acreditam que a melhor forma de trazer uma criança ao mundo seja sem uma cirurgia.

- Há mães que optaram pelo parto normal ou pela cesárea, mas tiveram que mudar de ideia na última hora.

- Há mães que amamentaram exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê.

- Há mães que não amamentaram ou que complementaram o peito com leite artificial.

- Há mães que deixam o filho dormir em sua cama.

- Há mães que colocaram o filho no berço desde que ele chegou da maternidade.

- Há mães que acordam a noite inteira para amamentar o filho ou levá-lo ao banheiro.

- Há mães que dormem oito horas ininterruptas por dia desde que o filho tinha três meses de vida.

- Há mães que deixam o filho ganhar um jogo para que não fique triste.

- Há mães que não deixam o filho ganhar para ensiná-lo a perder.

- Há mães que continuam a usar maquiagem, salto alto e roupas da moda depois que o filho nasce.

- Há mães que passam a usar cara lavada e sapatilha e estão muito felizes com sua escolha.

- Há mães que não viajam sem os filhos, mesmo que tenham dez anos de idade.

- Há mães que deixam os filhos ainda bebês com o pai e pegam um voo para uma reunião em outra cidade.

 

Enfim, somos muito diferentes uma da outra, mas tem horas que só uma outra mãe para nos entender!

 

(Foto:Tobias Lindman/Creative Commons)

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