Família

Quando o divórcio vira realidade

Por Helena e Joana Cardoso

Como podemos fazer para que ele aconteça da forma mais saudável possível?

Quando o divórcio vira realidade

Temos que olhar para o divórcio como uma realidade, já que seus números têm aumentado em larga escala nos últimos anos.

Se ele não pode mais ser evitado, até porque foi uma conquista que não deve ser vista como negativa,  como fazer para que ele aconteça da forma mais saudável possível?

Aqui vou colocar algumas dicas do que vejo funcionar mais:

- O pedido de divórcio só deve ser feito se essa é sua real intenção. Usá-lo como estratégia para conquistar uma relação que não vai bem só vai fazer com que o lado medroso e dependente de cada um tema essa decisão e não que a chama do amor reacenda de vez.

- Os filhos não devem ser usados como mensageiros. Eles não só são parciais e funcionam como parte interessada na decisão de ter os pais juntos de novos, como podem se sentir sobrecarregados com uma missão tão dura que verdadeiramente não cabe a ninguém, além de seus pais.

- Os limites do ex-casal devem ser estabelecidos desde cedo, mesmo que essa não seja uma questão no momento. Pode parecer que a situação vai sempre ser de fácil administração, mas com a chegada dos novos parceiros, por exemplo, as regras podem não ficar tão claras para eles quanto é para vocês.

- Mesmo que a burocracia do divórcio pareça chata e desnecessária, todos os vínculos devem ser oficialmente rompidos para que você consiga seguir a vida separadamente. Essas pendências te fazem presas emocionalmente a essa relação e dificultam o desenvolvimento da vida de cada um. Esse espaço ocupado pelo ex-parceiro deve ficar vazio para que novas possibilidades surjam, afinal o divórcio não é o fim, é o começo de novas escolhas, agora com mais experiência e maturidade.  

Por Joana Cardoso

(Foto: MorgueFile)