Moda e Beleza

Bolsas: o melhor modelo para chamar de seu

Selecionamos os modelos indispensáveis para o seu guarda-roupa e montamos um miniguia de como usá-las em cada ocasião

Bolsas: o melhor modelo para chamar de seu

Elas nos acompanham a qualquer lugar e guardam nossos segredos. Bolsas são quase as melhores amigas das mulheres! E se soubermos combiná-las, completam o look e nos deixam ainda mais elegantes.

Para você não errar na hora da escolha, Lana Mayara, professora de moda da escola Sigbol Fashion, nos ajudou a elaborar um miniguia sobre bolsas e deu dicas sobre quais modelos são tendências para 2014. Pelo menos um deve fazer parte do seu guarda-roupa. Veja só:

Boxy: essa bolsa geralmente tem formato retangular estruturada, com aba para fechamento e de tamanho pequeno a médio. É um modelo tradicional e bastante vintage (baseado em bolsas da década de 1930 e 1940), mas, para 2014, aparece em novos materiais, como couro de peixes ou répteis e em formatos renovads, como cilíndrico e triangular.

Doctor bag: é outro modelo de bolsa bastante tradicional, encontrado na maioria das vezes em formato retangular, com lateral sanfonada e parte inferior mais larga do que a superior. Em 2014, ela ganha versões mais quadradas. Os tamanhos variam de médio a grande e são ideais para quem adora carregar tudo na bolsa quando sai de casa.

Bolsa saco: muito usada na década de 80, volta com tudo desta vez. Normalmente, essa bolsa tem alça de corrente e é um modelo bastante desestruturado, com fechamento de amarração. O acessório é ideal para ocasiões descompromissadas, como happy hour ou cinema.

Carteira: é bem tradicional em festas sociais. Aposte no formato baguete em couro, com acabamento diferenciado, metais trabalhados, rendas ou tecidos especiais. No geral, esse tipo de bolsa não tem alça.

Clutch: são bolsas de mão, rígidas e pequenas. Sempre aparecem com acabamentos especiais, como pedrarias e metal. Dos modelos modernos, é o mais indicado para festas e combina muito bem com vestidos longos.

Mochilas: não eram consideradas ideais para trabalhar ou sair, mas, ultimamente, o modelo foi repaginado e surge com visual mais social, materiais mais nobres, modelagens e acabamentos diferenciados. As novas versões possibilitam a produção de um look de trabalho sem perder a elegância.

Carteiro: este é um modelo bastante comum, mas que não está sendo visto como tendência. Com alça lateral, é usado a tiracolo, tem tamanho médio e aba para o fechamento. Existem versõs tão básicas que são quase uma bolsa unissex.

Em qual modelo investir?

Existem inúmeros modelos de bolsas que podem compor o seu guarda-roupa, mas você não precisa ter todos, pois alguns deles são coringas. Doctor bag é um desses casos. “Ideal para ser usada no dia a dia, é estilosa e combina com o look de trabalho (calça social e camisa) ou um mais esporte, com jeans e blusa estampada", explica Lana.

Segundo a especialista, a carteira também não pode faltar, pois é fundamental em um evento mais formal, como jantar social ou vernissage. Pode ser combinada com vestidos finos em um traje passeio completo e em um look mais informal com um jeans. "Mas sempre case com um salto alto", complementa a professora.

Outro modelo indispensável é uma bolsa a tiracolo pequena básica, dessas que podemos ir ao cinema e até a balada. "Esse é essencial para o fim de semana. Pode ser saco ou boxy, mas deve ter tecido ou acabamento especial. É uma bolsa versátil, pode ser usada com look casual e passeio", acrescenta Lana.

Roupa, bolsa e sapato: como combinar?

Foi-se o tempo (e há tempos já!) de que a bolsa tinha que ser da mesma cor do sapato. É claro que ainda é preciso harmonizar o look, mas a maior preocupação que devemos tomar é com a produção em geral. “Devemos adequar todas as peças ao traje: um jantar formal pede roupa social, sapato fino e uma bolsa mais refinada. Neste exemplo não cabe uma mochila", explica Lana.

O sapato, a bolsa, o cinto e até as bijouterias devem montar uma composição homogênea, mas não devem ter a mesma cor ou mesmo material, como antigamente. A roupa e os acessórios devem trabalhar em equilíbrio.

Se você for usar um maxicolar com uma bolsa boxy colorida e uma sapatilha com o mesmo acabamento, prefira um vestido mais neutro para não ter tanta informação quanto os acessórios – no caminho inverso, é a mesma regra: com um vestido de cetim estampado, prefira uma bolsa pequena e monocromática.

Outra dica para não errar na composição é apostar em bolsas que favoreçam seu tipo de corpo. Os modelos grandes e volumosos devem ser evitados por mulheres baixas, assim como as bolsas pequenas a tiracolo (com alça longa) ficam melhor em quem não é muito alta ou tem tronco comprido. Ah! E quem tem muito busto e quer disfarçar o volume deve evitar bolsas de alça curta.

Qual bolsa tem maior custo-benefício?

Algumas bolsas são, na verdade, objeto de desejo e exigem um grande investimento. Isso faz a gente pensar duas vezes na hora de comprá-las. Sendo assim, é legal lembrar que só vale pagar um preço muito alto por algo que você realmente use. Uma coisa é gastar uma pequena fortuna com um vestido, por exemplo, que você usa uma vez por ano; outra é uma calça jeans que você usa três vezes por semana.

Para Lana, no caso das bolsas de luxo, o modelo doctor bag é bastante tradicional e praticamente todas as grandes marcas contam com versão própria.

"Por ser tradicional, pode ser usado durante muitos anos sem que perca valor por ser de uma coleção passada. Por ser de grife, espera-se que seja feita com material e acabamento de qualidade, o que a fará durar muito tempo também. Sem contar que este é um modelo ótimo para o dia a dia, trabalho ou para ir a uma reunião", finaliza a professora.

(Foto: Getty Images)