Moda e Beleza

Mães e filhas que se vestem iguais

Ter peças iguais no guarda-roupa das duas pode ser uma grande (e fofa) brincadeira. Mas será que afeta a personalidade da criança?

Mães e filhas que se vestem iguais

Desde o nascimento, a dupla mãe-filha cria uma relação recheada de emoções. A identificação entre as duas é quase imediata.

Para a filha, a mãe é o seu modelo e referência e é possível notar esse comportamento através das brincadeiras. Quem nunca imitou alguma expressão da mãe ou vestiu suas roupas e saiu desfilando pela casa?

Essa moda não é atual. Em 1889, Jeanne Lanvin - na época, aprendiz de costureira e dona de uma chapelaria em Paris - passou a desenhar vestidos para sua filha Marguerite, que se tornou sua “musa inspiradora”.

As peças que Lanvin criava para crianças e adolescentes também podiam ser feitas para mulheres adultas. 

As clientes apreciaram tanto o trabalho que passaram a pedir encomendas para as crianças e para elas mesmas. Vinte anos depois, a Maison Lanvin foi oficialmente fundada.

Curiosidade: o logotipo da marca vem de uma foto de Jeanne e Marguerite, com roupas praticamente iguais.

É brincadeira ou coisa séria?

Vestir-se de maneira igual ou parecida com a mãe deve ser uma brincadeira, como já comentou a blogueira de Disney Babble, Nívea Salgado.

“Não pode haver pressão e a criança deve estar disposta a isso. É necessário respeitar a individualidade dela”, comenta a psicóloga infantil Rachel Netto.

Por isso, é legal propor a brincadeira somente em ocasiões especiais, como datas comemorativas, festinhas e passeios em família.

“Nada em exagero é saudável. É necessário respeitar a individualidade das crianças para que elas não se sintam na obrigação de agradar aos pais, perdendo a naturalidade”, orienta Rachel.

Sabrina Yanagisawa é mãe da Mariana, de 3 anos, e as duas adoram se vestir com peças parecidas.

“Usamos roupas iguais no aniversário dela de 1 ano, temos o mesmo pijama e, de vez em quando, usamos peças semelhantes para sair com os amigos”, conta.

Sabrina se preocupa e leva sempre em consideração a vontade da filha, tanto na escolha das peças quanto nas ocasiões em que gostariam de se vestir de maneira parecida. “Mas ela fica superfeliz e acha o máximo!”, diz.

Guarda-roupa adequado

Observação importante: a roupa que você veste e a que veste na sua filha devem ser adequadas às idades e personalidades de adultos e crianças, sem inversão de papéis.

“Não é legal ter Síndrome de Peter Pan e sair por aí parecendo criança ou vestir a sua filha como miniadulta”, afirma a consultora de estilo Josane Muriel.

E como fazer isso sem errar? “Nem sempre é preciso repetir todas as peças do look. As duas podem escolher uma mesma estampa, modelo ou cor”, ensina Josane.

Por exemplo, uma das tendências para o próximo verão é o azul celeste. Mães e filhas podem usar roupas na mesma tonalidade, sem precisar, obrigatoriamente, adotar a mesma peça.

A dica vale também para filhos homens. Mães e garotos podem apostar numa camisa xadrez de mesma cor. “Ela a usa com uma saia e ele, com uma calça”, sugere a especialista.

(Foto: Getty Images)