Saúde e Bem-estar

Óleos por todo o corpo

Mais do que nunca, inverno pede uma pele hidratada, longe do ressecamento causado pelo frio. Mas você sabe como e quando aplicar os óleos corporais?

Óleos por todo o corpo

Toda a mulher deseja ter uma pele sedosa e macia. No inverno, no entanto, a tarefa exige alguns cuidados especiais e os óleos corporais têm se mostrado bons aliados.

“Os óleos têm como principal função a lubrificação da pele. Eles se espalham sobre a primeira camada, composta de células recobertas de queratina chamada de camada córnea, e se entremeiam por entre elas, fazendo com que a superfície da pele fique uniforme, sem cutículas levantadas, o que imediatamente confere um aspecto brilhante e tratado”, explica a dermatologista Ligia Kogos. Além disso, eles criam uma película protetora que age como barreira às agressões externas.

Mas saiba que não é qualquer óleo corporal que cumpre bem essa função, pois existem três tipos deles:

  • o primeiro (e mais usado) tem base vegetal, o que lhe confere maior poder de penetração na pele;
  • o segundo é o de origem mineral e, por isso, é também aquele que oferece maior risco de alergias, devendo as usuárias ficarem atentas à composição e à descrição de uso para minimizar tais incômodos;
  • o terceiro tipo é o óleo em barra e gel, que varia dependendo do tipo de pele, sendo que os géis são mais usados nas peles oleosas enquanto os em barra servem melhor para peles secas.

 

Como usar?

Para acertar no uso, é preciso saber quando aplicar o óleo ou optar pelo hidratante, bastando, para isso, conhecer as diferenças entre eles.

Samar Mohamad El Harati, dermatologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco (SP), explica que os óleos, pela sua densidade, formam uma película protetora que impermeabiliza a pele e impede que ela perca água e, portanto, desidrate.

Já os cremes hidratantes agem duplamente pois, além de possuírem cerca de 10% de óleo em sua fórmula, contêm outros componentes que podem levar água à pele, hidratando-a. Ou seja, o ideal é utilizar o hidratante e, depois, o óleo.

Mas aqui vale um alerta: o óleo corporal deve ser usado com parcimônia, pois seu poder de formar um filme protetor na pele pode tampar os poros, aumentando a oleosidade e retendo o líquido natural do corpo. Além disso, também não são indicados para áreas com espinhas, inflamações, pelos encravados inflamados, cravos e oleosidade natural excessiva.

Outro fator importante lembrado pela dermatologista Samar Harati é que as camadas de película que o óleo forma no tecido vão deixando a pele opaca e sem vida ao longo do tempo, justamente por não permitir que o hidratante penetre, nem que a água limpe a região corretamente.

“Uma dica para quem adora o ritual com óleo, então, é optar pela esfoliação a cada 10 dias, que acaba com a oleosidade e impurezas”, sugere.

Quantas vezes usar?

Na pele normal, recomenda-se passar o produto no corpo a cada dois dias. Já quem tem a pele oleosa deve usar óleo entre uma ou, no máximo, duas vezes por semana, além de optar por uma versão específica para o seu tipo de pele.

Ao contrário do que se pensa, os óleos corporais podem ser usados em qualquer horário, mas o melhor é passa-los durante ou após o banho. “Usá-lo pela manhã pode deixar a pele mais oleosa por conta da sudorese associada ao dia a dia”, afirma Samar.

Outros óleos

Há, ainda, outros tipos de óleos. Os óleos de banho são formulados especificamente para serem removidos no chuveiro, pois possuem alta concentração oleosa e são mais fáceis de ser aplicados. A frequência de uso também depende do tipo de pele.

Os óleos esfoliantes, por sua vez, possuem partículas maiores que esfoliam a pele e ajudam na remoção das células mortas, aumentando a circulação no local. Podem ser usados, no máximo, de uma a duas vezes por semana.

Os óleos para massagens facilitam o deslizar das mãos, mas podem ter diferentes características. Enquanto alguns contêm substâncias calmantes e anti-inflamatórias, como canfora e mentol, apresentando um odor mais forte e característico, outros podem ter ingredientes anticelulíticos, sendo mais gordurosos e, por isso, impróprios para se usar com roupas.

“Esses óleos gordurosos não são os melhores para usar quando se precisa colocar uma roupa logo em seguida, muito embora possuam ingredientes benéficos para melhorar a qualidade da pele”, comenta a dermatologista Ligia Kogos.

Alguns óleos têm excelentes propriedades emulsificantes e se prestam a remover maquilagens e impurezas. Só os óleos conseguem retirar com perfeição a maquilagem à prova d’água dos olhos, sem traumatizar a delicada pele das pálpebras. Assim, podem ser usados também no corpo para retirar maquilagem das pernas ou impregnações mais difíceis.

Existem, ainda, os óleos infantis, tradicionalmente usados para a perfeita limpeza da região coberta pelas fraldas, por limpar eficientemente, sem machucar os bebês.

Por fim, há os iluminadores, que não são nem óleos, nem hidratantes. “Eles fazem parte do arsenal de maquiagem, são formados de partículas que refletem a luz e servem para valorizar algumas áreas do rosto e corpo”, esclarece a Samar. O produto deve ser usado com muita cautela, aplicando-o, preferencialmente, em ambiente com muita luz, para não ter surpresas em fotos com flash e para o efeito não ser exagerado.

(Foto: Getty Images)