Saúde e Bem-estar

O que fazer quando a criança está com raiva

Por Andrea Alves

Aprendendo sobre este sentimento para manter a paz em família

O que fazer quando a criança está com raiva

A raiva é considerada por alguns filósofos como a formação de uma tempestade que geralmente culmina em momentos de grande explosão emocional e, muitas vezes, até física.

Isso porque esta emoção que é muito forte em nós é mal compreendida pela sociedade até os dias de hoje.

Quase sempre tenta-se controlar a raiva suprimindo-a, seja em nós mesmos ou em nossos filhos. Mas se esconder ou engolir a raiva não é benéfico, tampouco dar um ataque de fúria o será.

Quando adultos, desenvolvemos ferramentas para conviver socialmente e lidar com a raiva, mas esse processo pode ser muito melhorado quando temos na infância a base certa para lidar com esse sentimento.

A raiva é um estado físico e emocional que serve para mobilizar o sistema nervoso para um determinado objtivo, aumentando as chances de êxito em um contexto ambiental específico.

No nosso caso, isso pode ser até “mostrar as garras” para se sair bem no emprego ou, como no caso das crianças, fazer-se ouvir e conquistar um espaço no núcleo.

Todo mundo passa por um eventual acesso de raiva.

Quando não há espaço para a vazão da raiva ou as explosões se tornam mais frequentes (dois a três ataques por semana), é possível que a pessoa, seja adulto ou criança, esteja em um quadro patológico que demande assistência psicológica e médica.

No caso das crianças que disparam raios e trovões, a abordagem sobre a raiva deve ser para compreender o momento de expressão da criança, e não abafando-o completamente todas as vezes, sob o risco de ela se tornar um adulto apático ou extremamente reativo.

Segundo a psicóloga clínica Cristina Ciola Fonseca, é necessário que os pais mantenham-se calmos, mas firmes, abraçando e acolhendo o filho, se necessário, e dizendo a ele que compreendem sua raiva, que é normal e que já vai passar. Em alguns casos, é necessário colocá-la no canto para refletir sobre como agiu, sem recriminar.

Quando os ataques da criança se tornam muito frequentes, é preciso que a família compreenda o que está acontecendo internamente nesse núcleo para que se desperte na criança a fúria ou necessidade de chamar a atenção.

Às vezes, é necessário procurar ajuda de um psicólogo, quando os limites são extrapolados ou quando busca-se mais entendimento sobre o assunto e sobre as fases do desenvolvimento infantil. Em algumas fases, a raiva torna-se mais frequente e vem com alguma regressão da criança, não sendo algo grave ou duradouro.

Um desafio e tanto, não? Afinal, na hora H, quem lida bem com uma criança gritando em público ou quebrando a casa?

Por isso mesmo dizemos que a maternidade traz, além das alegrias, a necessidade fundamental de autoconhecimento e evolução emocional e espiritual.

Educar seu filho sobre a raiva é, essencialmente, compreender como anda a raiva em você e como a sua raiva foi abordada na infância.

Aprenda a respirar fundo nessa hora e ensine seu filho a fazer assim. Afinal, buscar um caminho de paz não pode ser possível se sobrepujarmos nossa própria raiva a ele, não é?

(Foto: Arquivo pessoal)