Saúde e Bem-estar

A poderosa acupuntura

Por Andrea Alves

Como as famosas agulhinhas podem tratar doenças e melhorar a saúde

A poderosa acupuntura

A técnica milenar chinesa que usa agulhas aplicadas sobre a pele para tratar e até curar os diferentes males do corpo físico, é um sistema voltado ao ser humano por completo, ou seja, não enxerga apenas a doença e sim o indivíduo.

Na entrevista inicial feita pelo terapeuta acupunturista ao paciente, todos os aspectos devem ser considerados, além das queixas físicas, como o estado emocional do paciente, o ambiente em que vive, seus hábitos etc. Assim, o acupunturisa não estimulará apenas os pontos ligados a doença, como o estômago com gastrite, mas olhará também para a origem da doença, como a ansiedade e estresse por exemplo, trabalhando pontos que relaxem o paciente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a técnica como eficaz desde 1979, e no Brasil ela já se tornou bastante popular. Em 1995, o Conselho Federal de Medicina do Brasil acolheu a acupuntura como especialidade médica, forçando a Agência Nacional de Saúde (ANS) a oferecê-la pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assim como os convênios de saúde.

Hoje são oferecidas mais de 850 mil sessões anuais pelo SUS. Os números refletem um aumento, entre 2007 a 2012, de 429% na rede pública. Resumindo, uma significativa aceitação por parte da medicina convencional e da população.

O objetivo de se aplicar agulhas em pontos específicos do corpo é desobstruir e estimular os canais por onde flui a energia vital, chamados de meridianos. Esses meridianos estão interligados e distribuídos reflexiamente pelo corpo, ou seja, um mesmo meridiano que passa pelo baço chegará ao pé, a cabeça, as mãos e as orelhas, como longos rios, formando uma rede “hidráulica” interconectada. Isso explica porque muitas vezes o paciente recebe o estímulo nas orelhas e vai para casa com as sementes, cristais ou agulhas fixadas em pequenos esparadrapos. A orelha, por exemplo, contem os pontos do corpo todo.

Algumas vezes também encontramos outras variações da técnica, onde ao invés de agulhas são utilizados a acupressão (pressão com os dedos), a moxabustão (espécie de chaturo feito de ervas, com a ponta em brasa) ou até e eletropuntura, onde as agulhas são eletrificadas para sustentar o estímulo por horas em vez de minutos. Na China, em algumas cirurgias, a eletro é utilizada para substituir anestesia geral até em cirurgias cardíacas, em pacientes com rejeição a química do anestésico.

Atualmente já é comprovado que os meridianos estão associados aos nervos. Quando a agulha entra na pele, estimula essas terminações nervosas, impulsionando o cérebro para a produção de hormônios de efeitos calmantes, sedativos, anti-inflamatórios e que aumentam a sensação de bem-estar. Além disso, também auxiliam no tratamento do estresse (fundo de boa parte das doenças contemporâneas), bloqueando os caminhos fisiológicos que promovem a produção de cortisol - o famoso hormônio do estresse.

Deixando de lado a briga que existe para restringir a aplicação da acumpultura apenas pela classe médica, qualquer profissional de saúde ou graduados no sistema podem aplicar a técnica, que tem efeitos comprovados em tratamentos de doenças cardioasculares, alergias, dores crônicas, depressão e distúrbios mentais, aumento da fertilidade, dentre outras. Promove bem-estar significativo em pacientes que passam por quimioterapia, até aqueles com uma fadiga comum ao dia a dia.

Se você ainda não experimentou vale a pena tentar, pois os efeitos colaterais são praticamente nulos se comparados as drogas tradicionais. É saúde através do equilíbrio da energia!

(Foto: Arquivo pessoal)