Saúde e Bem-estar

Você anda insatisfeita?

Por Andrea Alves

Como superar a insatisfação e ter uma vida mais plena

Você anda insatisfeita?

Recebi a segunite história outro dia no WhatsAapp:

"LOJA DE MARIDO

Foi inaugurada em New York , The Husband Store, uma nova e incrível loja, onde as damas vão escolher um marido. Na entrada, as clientes recebem instruções de como a loja funciona: Você pode visitar a loja APENAS UMA VEZ! São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram à medida que você sobe os andares. Mas há uma restrição: pode comprar o marido de sua escolha em um andar ou subir mais um. MAS NÃO PODE DESCER, a não ser para sair da loja, diretamente para a rua. Assim, uma dama foi até a loja para escolher um marido.

No primeiro andar, um cartaz na porta:

Andar 1- Aqui todos os homens têm bons empregos. Não se contentando, subiu mais um andar... 

No segundo andar, o cartaz dizia:

Andar 2 - Aqui os homens têm bons empregos e gostam de crianças.

No terceiro andar, o aviso dizia:

Andar 3 - Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças e são todos bonitões. “Uau!”, ela disse, mas foi tentada e subiu mais um andar.

No andar seguinte, o aviso:

Andar 4 - Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças, são bonitos e gostam de ajudar nos trabalhos domésticos. “Ai, meu Deus!”, disse a mulher, mas continuou subindo.

No andar seguinte, o aviso:

Andar 5 - Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças, são bonitões, gostam de ajudar nos trabalhos domésticos, e ainda são extremamente românticos.

Ela insistiu, subiu até o 6º andar e encontrou o seguinte aviso:

Andar 6- Você é a visitante número 31.456.012 neste andar. Não existem homens à venda aqui. Este andar existe apenas para provar que as mulheres são impossíveis de agradar. Obrigado por visitar a Loja de Maridos.

LOJA DE ESPOSAS

Posteriormente, abriu uma loja do outro lado da rua, a Loja de Esposas, também com seis andares e idêntico regulamento para os compradores masculinos.

No 1º andar, mulheres que adoram fazer sexo.

No 2º andar, mulheres que a doram fazer sexo e são muito bonitas.

Os andares 3, 4, 5 e 6 nunca foram visitados. Ô raça para se contentar com tão pouco!!! kkkk"

Mas será mesmo que as mulheres são seres insatisfeitos por natureza? E os homens, se satisfazem mesmo com pouco? 

Existem estatísticas que mostram a mulher mais infeliz em seus relacionamentos, mas os homens insatisfeitos com trabalho, conquistas materiais, etc. A sensação de que sempre falta algo é a pedrinha no sapato de quase todas as pessoas, independente do gênero.

Por um lado foi este sentimento que impulsionou as grandes descobertas da humanidade. A sensação de que algo poderia ser melhorado, aperfeiçoado. Por outro, a ideia de que sempre precisamos de algo a mais para nos preencher ou para aprimorarmos nos tornou eternos insatisfeitos vivendo sob conflito: será que eu posso ter um marido melhor, uma salário maior, uma vida mais parecida com a que vi na novela?

Poder pode! Mas sabemos a medida do necessário e fundamental para ser feliz?

Vivemos hoje uma vida superestimulada pelos nossos hábitos, pelas demandas, pelo consumismo, e muitas vezes nos perdemos no caminho e deixamos de lado os valores que deveriam ser o leme da nossa vida.

Já vi mulheres que queriam de qualquer maneira ter um filho e atropelaram o parceiro e a relação para realizar com pressa esse desejo. Quando tiveram o filho, não podiam se dedicar plenamente ao desenvolvimento do mesmo porque tinham que se dedicar ao trabalho. E o sentimento de insatisfação permaneceu e até cresceu.

Quantas outras escolhas fazemos com pressa, baseados na nossa ânsia imediata de realizar um desejo e suprir uma falta, um vazio, que é interno e o mundo de fora preencherá apenas temporariamente. Chegamos a envolver e até prejudicar as pessoas que amamos em nome dos nossos demônios internos mal adestrados.

O fato é que três aspectos precisam ser trabalhados profundamente para que a satisfação cresça dentro de nós:

  • O primeiro é o autoconhecimento. Através dele podemos nos perceber como insatisfeitos e olhar de verdade para nossas feridas mais antigas e os vazios que tentamos preencher com novos sapatos, carros, relações etc.
  • O segundo é o discernimento. Uma vez que você realmente se conhece e é capaz de saber (e assumir) que há uma falta, o discernimento ajudará a identificar que falta realmente é essa. Ele será o alarme que tocará quando você quiser comprar algo ou comer muito para se livrar de uma dor emocional. Além disso, ele ajudará você a entender se o que você espera de você mesma é justo, se o resultado satisfaz ao seu íntimo ou a sociedade.
  • O terceiro é contentamento. Nos mostra que o verdadeiro caminho da felicidade não está no Ter, mas no Ser. Não adianta ter carro, ter casa, ter marido, ter filhos, ter profissão, ter fama, prêmios... As conquistas são importantes, mas só terão real valor se o Ser for a principal meta e fundação para a vida.

 

Insatisfeita de nascença que sou, busquei ajuda para compreender este monstro e hoje divido com vocês os resultados desta busca que me tornou um ser humano muito mais completo e feliz.

Não exite em mergulhar na psicoterapia, na meditação, nas filosofias orientais como o yoga e o budismo. Tudo isso, com boa orientação, a ajudará abrir o coração para e experiência do existir como ela é, livre dos nossos julgamentos e expectativas. Esteja mais perto do seu corpo, da natureza. Escute-se, acolha-se.

Comece a selecionar informações, obrigações e atividades, e frequente preferencialmente lugares e pessoas que te nutram. Não o contrário. Ao que tira sua energia ou não é possível no momento, imponha limites! Estar mais conectada com seu Ser pode ser confuso e desgastante no início, mas certamente é a fonte de uma felicidade muito mais durável.

A insatisfação muitas vezes é o alarme que sinaliza a urgência de mudanças, internas ou externas. Use-a como catalisador para a plenitude que está por vir, e assim não a verá mais como um fardo a carregar.

(Foto: Arquivo pessoal)